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  1. Carlito Azevedo revela do que nos salva a poesia de Angélica Freitas

    Terça-feira, 30 junho, 2009, às 18:31

    Perguntamos ao poeta e editor da editora 7Letras Carlito Azevedo por que ele gosta tanto da poesia de Angélica Freitas. Abaixo, a resposta.

    “A Angélica consegue criar. Já nos primeiros versos de qualquer poema seu, uma atmosfera feliz e profanadora que nos convida a relativizar o gigantismo de certos sentimentos solenes, sagrados, até mórbidos que por muito tempo quiseram, e ainda hoje querem, se fazer passar pela poesia mais autêntica, pela mais sensível forma de se viver um estado poético.

    Com ela não tem autor sagrado (mesmo os que mais admira, como Gertrude Stein), não tem sentimento hierarquicamente superior (ela mesmo já se definiu uma vez como a “patinha sem páthos”), o que tem é a força do poema, nascendo do contato furioso da existência, como uma sonda enviada para investigar todos os sentimentos que ainda não vivemos, como uma transparência através da qual se quer ver as pessoas de agora, na ruas de agora, falando a língua de agora, sentindo os sentimentos de agora.

    Nesse sentido, acho que ela se inscreve numa esplêndida tradição da poesia universal, mas que infelizmente está em baixa no Brasil, apesar de Oswald de Andrade. Que é a tradição da anti-poesia de um Nicanor Parra, o maior poeta chileno do século, de uma Susana Thénon, o segredo mais bem guardado da poesia argentina, e de uma Adília Lopes, a portuguesa mais brasileira desde Carmem Miranda.

    Para os poetas dessa tradição, o poema é a arma mais potente para desmontar as armadilhas que o tempo dispõe à nossa frente o tempo todo. Penso que a armadilha da identidade (sexual, política, nacional etc), que nos quer sempre “idênticos” a nós mesmos, sem possibilidade de metamorfose, é aquela que, até agora, mais mereceu os disparos certeiros da poesia de Angélica”.

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