A Livraria da Travessa usou máquinas de escrever dos anos 50 para enfeitar as pilhas de Apresentação da Poesia Brasileira, de Manuel Bandeira, que exibe em suas lojas.
Além de participar de mesa da Flip e de lançar Flores na livraria Cultura, em São Paulo, e participar de um bate-papo na Livraria da Travessa, no Rio, com João Paulo Cuenca, Mario Bellatin já confirmou outro compromisso oficial no Brasil. Visitará o boteco Mercearia São Pedro, na Vila Madalena (R. Rodésia, 34, SP), na noite de segunda-feira (6/7).

Mario Bellatin. Foto: Gabriela León
Flores é a estreia de Mario Bellatin na Cosac Naify, com tradução de Josely Vianna Baptista. Muitos são os adjetivos usados por críticos, jornalistas e leitores para tentar dar conta do que, afinal, é o livro: originalíssimo, impactante, conceitual. O próprio escritor, dono de uma personalidade arredia quando se vê diante das tentativas de enquadrar sua escrita, é alvo de comparações que, se reunidas, parecem formar algo quase incompreensível. Imaginem: um personagem de David Lynch, ou um falso documentário, como Verdades e mentiras, de Orson Welles; um mutante criador de universos particulares; um militante da escrita, qualquer que seja sua forma; um “Edward Mãos-de-Tesoura tarado por elipses”, como disse Joca Reiners Terron no texto de orelha do livro.
Por esse e por outros motivos é que Flores figura na galeria de clássicos mexicanos listados pela Magazine Litteraire, ao lado de obras de Juan Rulfo e Carlos Fuentes, dois decanos da literatura daquele país.
Rodrigo Lacerda escreveu, com humor e sutileza, um dos mais instigantes romances de formação para o público juvenil, O Fazedor de Velhos (Cosac Naify, 2008), premiado como melhor livro juvenil pela Fundação Biblioteca Nacional (2008) e pela FNLIJ (2009).
O jovem estudante de História, Pedro, se aproxima de um misterioso professor e de sua bela afilhada. Como nos melhores retratos de um artista quando jovem, ele descobre que a vida pode não ser tão doce quanto a primeira paixão, e encontra na literatura um caminho para buscar suas respostas.
Convidado da FlipZona, no bate-papo com o público (sexta-feira, 3/07, às 8h), além de discutir a complexa passagem da adolescência para a vida adulta, Rodrigo conversa sobre sua carreira de escritor. Doutor em Teoria Literária, ele conquistou os prêmios Certas Palavras e Jabuti. É autor ainda de romances como Outra vida (Alfaguara) e Vista do Rio (Cosac Naify).
Gaúcho de Passo Fundo (RS), Daniel Kondo, que atualmente mora em São Paulo, começou sua carreira de ilustrador na publicidade. Seu traço alegre e criativo deu vida ao livro-imagem Tchibum!, concebido pelo campeão Gustavo Borges, e a Minhas contas, de Luiz Antonio.
Em agosto de 2009, lançará pela Cosac Naify Surfando na Marquise, texto de Paulo Bloise, em livro que compõe a coleção Ópera Urbana.
Partindo deste último trabalho, no qual ilustra o parque Ibirapuera, Daniel ministra uma oficina na programação da FlipZona (quinta-feira, 2/07, às 8h), na qual convida os participantes a recriar a cidade de Paraty em desenhos feitos no computador, com a ajuda de câmera fotográfica, tinta spray e estêncil.
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Minhas contas tematiza a tolerância religiosa ao contar a história de uma amizade abalada pelo preconceito. O livro é uma bonita celebração da cultura africana, tão importante para a formação da identidade brasileira.
Em Tchibum!, Gustavo Borges, um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, incentiva aquele que não deu nem os primeiros passos a arriscar suas primeiras braçadas. Puro cinema para bebês.
Sob uma atmosfera de sonho – em um lugar insólito, parado no tempo e no espaço – uma cobra (que ama o Sol) e um lobo (que ama a Lua) protagonizam um embate de formas e cores. Escrito e ilustrado pela artista plástica paulistana Cynthia Cruttenden, Sob o Sol, sob a Lua – já em segunda edição – se inspira em um breve e belo mito do povo Cita.
No segundo semestre de 2009, Cynthia lançará, pela Cosac Naify, O Cavaleiro Andante. A autora foi convidada a apresentar uma oficina na FlipZona (quinta-feira, 2/07, às10h), programação paralela à da Flip, na qual repetirá a técnica utilizada no livro, confeccionando carimbos em EVA para ilustrar poemas de Manuel Bandeira, o homenageado da festa.

Manuel Bandeira na exposição de Portinari, na residência da família Nabuco, RJ, nov. 1944. Crônicas inéditas 2. Foto: Carlos Moskovics. Acervo Projeto Portinari
Neste ano, Manuel Bandeira é o autor homenageado da festa. O fato encheu de alegria a Cosac Naify, não apenas por ser ele um dos maiores poetas de nossa língua, além de grande cronista, exímio tradutor e rigoroso crítico, mas também pela escolha se afinar com a publicação da obra em prosa do autor, projeto há muito acalentado e posto em prática pela editora.
A alegria não foi menor ao vermos dois autores estrangeiros participando do festejo literário: o mexicano Mario Bellatin e o franco-argelino Grégoire Bouillier, donos de celebradas poéticas da atualidade, além de Angélica Freitas, já com lugar de destaque garantido na poesia brasileira contemporânea. Rodrigo Lacerda, Cynthia Cruttenden e Daniel Kondo também fazem parte deste que é um dos mais importantes eventos literários da América Latina.
Neste blog você encontrará informações sobre os autores da Cosac Naify convidados para a sétima Flip e poderá acompanhar as mesas de que farão parte, além de ficar por dentro dos bastidores da festa. A partir de 1/7, começa a cobertura especial do evento, feita direto da tenda. Participe, comentando tudo.
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