Por muito pouco a mesa mais aguardada desta Flip não acontece antecipadamente: na noite de ontem, quinta-feira (2/7), Grégoire Bouillier acabava de deixar a mesa de um bar no centro de Paraty quando a artista plástica Sophie Calle, para quem dedicou o livro O convidado surpresa, chegou. Não se esbarraram por uma questão de poucos minutos.
O bate-papo entre ambos na Flip (mesa 12), Entre quatro paredes, está marcado para sábado, às 11h45. Se a Internet não cair, haverá transmissão pelo Twitter Cosac Naify.
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Horas antes do quase-encontro, Grégoire Bouillier, em entrevista coletiva para a imprensa, falou brevemente sobre a relação entre arte e a exposição da intimidade (Sophie Calle transformou o e-mail de rompimento de namoro escrito por ele em uma exposição artística na Bienal de Veneza, 2003, a partir da interpretação de 107 mulheres sobre a mensagem).
“O que interessa é que a obra de arte seja feita a partir do que emociona a pessoa. Mas isso não deve serir de pretexto para alimentar uma indústria de celebridades, que nada tem a ver com a intrepretação artística dos sentimentos”, disse o francês.
Em 2003, a revista francesa Les Inrockuptibles publicou um questionário elaborado por Sophie Calle e Grégoire Bouillier sobre suas próprias questões pessoais, artísticas e filosóficas. Leia aqui as perguntas.
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Pessoal, parabéns pela cobertura de vocês na FLIP! Gostei de ver. Quanto à mesa de Sophie e Gregòrie, ela aconteceu antes sim. Enquanto todo mundo estava às voltas com Chico Buarque, os dois papearam bastante dividindo com Catherine Millet uma mesinha de rua no Miracolo, ao lado do Coupè. Passei e fotografei sem flash e péssima luz. Só para registrar, sem quebrar o clima. :)