Flores « COSACNAIFY NA FLIP 2009

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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
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Apresentação da Poesia Brasileira
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Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. “Não se pode ensinar a escrever”

    Sábado, 27 junho, 2009, às 16:32

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  2. Flores, de Mario Bellatin

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:50
    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Flores é a estreia de Mario Bellatin na Cosac Naify, com tradução de Josely Vianna Baptista. Muitos são os adjetivos usados por críticos, jornalistas e leitores para tentar dar conta do que, afinal, é o livro: originalíssimo, impactante, conceitual. O próprio escritor, dono de uma personalidade arredia quando se vê diante das tentativas de enquadrar sua escrita, é alvo de comparações que, se reunidas, parecem formar algo quase incompreensível. Imaginem: um personagem de David Lynch, ou um falso documentário, como Verdades e mentiras, de Orson Welles; um mutante criador de universos particulares; um militante da escrita, qualquer que seja sua forma; um “Edward Mãos-de-Tesoura tarado por elipses”, como disse Joca Reiners Terron no texto de orelha do livro.

    Por esse e por outros motivos  é que Flores figura na galeria de clássicos mexicanos listados pela Magazine Litteraire, ao lado de obras de Juan Rulfo e Carlos Fuentes, dois decanos da literatura daquele país.

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  3. Flores, afinal

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:47
    Projeto gráfico especialíssimo para Flores, criado pela diretora de arte da Cosac Naify, Elaine Ramos. Foto: Nino Andrés

    Projeto gráfico especialíssimo para Flores, criado por Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio. Foto: Nino Andrés

    Aqui vai uma tentativa de ir direto ao ponto (um aviso: quando se trata de Bellatin, o “ponto”, qualquer que seja, se move): Flores é formado por narrativas curtas (todas com nomes de flores) que se relacionam entre si, fragmentos de vida de personagens solitários e ambíguos que não abrem espaço para zonas de conforto. O pai que infecta o filho indesejado com o vírus da Aids; mães que disputam a guarda de gêmeos sem membros, um escritor a quem lhe falta uma perna e é membro de uma seita mulçumana. Possuidores de deformações físicas – como o próprio autor, vítima de talidomida, remédio usado contra enjoos da gravidez e que causou má-formação em bebês nos anos 50 e 60 –, os personagens vão em busca da origem de seus males. Contadas de maneira seca e reticente, as tramas possuem uma violência implícita e potencial, em um mundo instável em que a anormalidade é a regra.

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  4. Bellatin na Flip 2009

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:41

    03/07 – Sexta, 17h – Mesa 9
    O eu profundo e outros eus, com Mario Bellatin e Cristovão Tezza. Mediação de Joca Reiners Terron

    Qual é o papel da experiência pessoal na literatura? Mario Bellatin, que dirige uma escola de escritores no México onde a principal regra é “não escrever”, discute o assunto com Cristovão Tezza, autor do premiado O filho eterno (Record, 2008).

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  5. Tulipas

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:39

    “Como resultado de recentes medidas governamentais, a zona da cidade conhecida como Hell kitchen está prestes a desaparecer. Por isso, o escritor tem cada vez mais dificuldade para localizar pontos de encontro de pessoas que praticam sexualidades alternativas, por assim dizer. Prestou queixa, denunciando essa decisão das autoridades como uma ingerência ilegal na vida privada dos cidadãos”.

    [Trecho de Flores]

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  6. Flores e tequila 1

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:02

    Mario Bellatin lança Flores em duas noites de autógrafo, em São Paulo e Rio.

    Segunda-feira, 06 de julho, às 19h , São Paulo
    Livraria Cultura – Conjunto Nacional

    Terça-feira, 07 de julho, às 19h, Rio de Janeiro
    Livraria da Travessa – Ipanema

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  7. A beleza da imperfeição*

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 16:34

    *Texto de Joca Reiners Terron  para quarta capa de Flores

    Uma estufa dedicada ao cultivo de raras mutações, Flores é também a introdução perfeita à obra de Mario Bellatin. Mas o assunto aqui não é exatamente a perfeição. No mundo de próteses, membros postiços e mutilações de Flores, a beleza será imperfeita ou não será. Ou melhor: em Flores, a beleza é artificial, de plástico e se condensa na forma e nos artifícios da ficção. Se há algo de irretocável no livro é justamente a exatidão artificial das flores plásticas que dão título a cada um dos 36 fragmentos que compõem o texto.

    Renovador de um gênero fronteiriço, a novela, o mexicano Bellatin desde os primeiros livros imprime rígida consistência formal às suas histórias, concebendo textos de brevidade e rigor incomuns à caudalosa língua espanhola. Nas flores nascidas no interior desta máquina narrativa, evidencia-se a montagem como procedimento. Tal um Edward Mãos de Tesoura tarado por elipses, Mario Bellatin poda suas flores a golpes de bisturi, arrancando delas a beleza fria surgida do silêncio e da mais absoluta contenção. “Existe uma antiga técnica suméria, para muitos a precursora das naturezas mortas, que permite a construção de estruturas narrativas complexas a partir da soma de determinados objetos que, juntos, compõem um todo”, afirma o autor, com firmeza de estatuto a reger toda uma obra.

    O universo de Flores é o da diferença, de uma busca por “religiões e sexualidades alternativas”, em que o anômalo cava seu lugar no interior da norma. Os personagens do livro, solitários e ambíguos, são aparentemente muito diferentes entre si: há o cientista que descobre certo fármaco cuja composição causa deformações físicas; um outro que diagnostica vítimas do produto, e entre elas descobre mutantes que buscam se beneficiar da indenização do laboratório; os gêmeos que são encontrados sem braços nem pernas e adotados por uma poeta; um homem, o Amante Outonal, que tem especial atração por velhos. Mas algo de comum rasteja entre essas figuras, a violência implícita mas potencial, ou a sexualidade como uma entre as várias dimensões da agressividade.

    Autor de extensa obra pulverizada em dezenas de pequenas narrativas, escritas para serem lidas como um único e grande livro, Mario Bellatin parece estar conduzindo ao limite dois dos maiores mitos estilísticos da literatura moderna: mais frio do que o iceberg de Hemingway e sua enorme área de significação oculta, Bellatin é o próprio iceberg, que submerge despedaçado, feito um quebra-cabeça; especialista em cortes tal como Tchekhov, ninguém amputa livros e finais de histórias impiedosamente como ele.

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