Davi Arrigucci Jr. « COSACNAIFY NA FLIP 2009

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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
Crônicas Inéditas 2
Apresentação da Poesia Brasileira
Apresentação da Poesia Brasileira
Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. Amores e chinelos

    Quinta-feira, 2 julho, 2009, às 11:29

    Na conferência de abertura da Flip 2009, o crítico e professor Davi Arrigucci Jr. falou da formação poética de Manuel Bandeira, que tem no alumbramento uma de suas principais forças. Espécie de epifania, ou êxtase diante do sublime “que nos abre para o insondável”, esta emoção diante das coisas miúdas do cotidiano é tomada, na obra bandeiriana, por enorme profundidade, revelando uma capacidade única de colher da vida concreta grandes experiências humanas. “A poesia pode estar nos amores e nos chinelos”, dizia o poeta.

    "Bandeira soube se desligar de um mero sentimentalismo", disse o crítico Davi Arrigucci Jr. na aberura da Flip 2009. Foto: Livia Deorsola

    "Bandeira soube se desligar do mero sentimentalismo", disse o crítico Davi Arrigucci Jr. na abertura da Flip 2009. Fotos: Livia Deorsola

    Arrigucci lembrou que foi no morro do Curvelo, em Santa Teresa, no Rio, que Bandeira exercitou plenamente este olhar sobre as coisas simples e deixou de lado o sentimento de auto-piedade, passando à superação constante frente à morte iminente. “Bandeira poderia ter sido um personagem de Thomas Mann em seu A montanha mágica”, comparou o crítico. Foi dali, do interior de seu quarto, mirando do alto a vida passar pela janela, que, para Arrigucci, estabeleceu-se de vez a estreita relação entre o alto e o baixo, o mundo interior e o exterior que caracteriza toda a poesia de Bandeira.

    Aplaudido de pé, Arrigucci Jr. encerrou suas considerações com breves análises de alguns poemas do autor, como “Momento num café”, “Poema só para Jaime Ovalle”, “Comentário musical” e “Poema do beco”.

    Edson Nery da Fonseca, grande conhecedor da obra de Bandeira e organizador de "Poemas religiosos e alguns libertinos" (Cosac Naify, 2007), foi aplaudido ao entrar na Tenda dos Autores

    Edson Nery da Fonseca, grande conhecedor da obra de Bandeira e organizador de "Poemas religiosos e alguns libertinos" (Cosac Naify, 2007), foi aplaudido ao entrar na Tenda dos Autores para assistir à conferência

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  2. Crônicas inéditas 2,
    de Manuel Bandeira

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 21:08

    Já imaginaram Rubem Braga com inveja de algum cronista? Difícil, mas foi exatamente o que passou pela cabeça do crítico Davi Arrigucci Jr. ao comentar as 130 crônicas que Manuel Bandeira publicou na imprensa entre 1930 e 1944 e que agora estão reunidas em Crônicas inéditas 2. Os textos somam-se aos 113 do primeiro volume, lançado em 2008, e às Crônicas da província do Brasil (2006), organizadas pelo próprio autor. As obras são resultado de um árduo trabalho levado adiante pelo pesquisador Júlio Castañon Guimarães, que se embrenhou em todos os arquivos de jornais da época em busca do que pensava Bandeira sobre arte, literatura, arquitetura, os concursos de miss Brasil, música erudita, cinema mudo, as manias que tomavam conta do Rio de Janeiro, (então capital do país) e muitos outros assuntos que formavam o incipiente panorama cultural da época.
    Fino observador da cidade, Bandeira se revela um escritor de mão-cheia também no gênero da prosa, mostrando-se um verdadeiro pensador da cultura brasileira ao testemunhar com rigor e humor a formação do ambiente artístico no Brasil.

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