Desde sua primeira edição, em 2003, a cada ano a Flip homenageia um autor, e vários são os critérios para a escolha. Na estreia, Vinicius de Moraes, o único poeta da lista, que, nos anos seguintes, teve Guimarães Rosa (2004), Clarice Lispector (2005), Jorge Amado (2006), Nelson Rodrigues (2007) e, no centenário se seu nascimento, Machado de Assis (2008), que embora também tenha escrito poesia, tem sua maestria reconhecida em romances e contos.
Com Manuel Bandeira, um poeta volta a ter seu legado destacado. Flavio Moura, diretor de programação, diz que um dos fatores decisivos para a definição, além da envergadura literária, foi o bom momento para uma compreensão mais profunda da obra de Bandeira, que não se limita apenas à poesia. “O lançamento de sua prosa ajuda a redimensionar a importância desse autor, que também foi um excelente crítico”.
Moura acredita que, de quebra, os escritos bandeirianos ganharão certa visibilidade também no exterior, já que a Flip tem natureza internacional.
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