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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
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Apresentação da Poesia Brasileira
Apresentação da Poesia Brasileira
Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. Bellatin agora no Rio

    Terça-feira, 7 julho, 2009, às 15:45

    É hoje o bate-papo do escritor Mario Bellatin, destaque na Flip 2009, com João Paulo Cuenca, na Livraria da Travessa do Leblon  (Shopping Leblon, R. Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A), às 19h30. 

    Após a conversa, o autor irá autografar seu Flores.

       

    O escritor Joca Reiners Terron conversa com Mario Bellatin na noite de ontem, na Livraria Cultura (SP). Foto: Mariana Silveira

    O escritor Joca Reiners Terron conversa com Mario Bellatin na noite de ontem, em lançamento na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (SP). Foto: Mariana Silveira

     

    Ele falou de tudo: literatura, cinema, arte, próteses, processo criativo, inspiração, transpiração, cachorros em altares e congresso de dublês de escritores mexicanos. Foto: Livia Deorsola

    Ele fala de tudo: literatura, cinema, arte, próteses, processo criativo, inspiração, transpiração, cachorros em altares e congresso de dublês de escritores mexicanos. Foto: Livia Deorsola

    Bellatin autografa "Flores", cujo originalíssimo projeto gráfico de Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio desconstruiu a própria ideia de livro. Foto: Mariana Silveira

    Bellatin autografa "Flores", cujo originalíssimo projeto gráfico de Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio desconstruiu a própria ideia de livro. Foto: Mariana Silveira

     

     

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  2. Mario Bellatin em bate-papo na Livraria Cultura, hoje

    Segunda-feira, 6 julho, 2009, às 13:39

    Uma das presenças mais surpreendentes e marcantes da Flip 2009,  encerrada ontem (5/7), Mario Bellatin estará em São Paulo para um bate-papo com o escritor Joca Reines Terron. A noite de autógrafos do livro Flores acontece na Loja de Arte da Livraria Cultura / Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073), às 19h.

    Amanhã (7/7), escritor mexicano estará no Rio de Janeiro para o lançamento do livro na Livraria da Travessa do Leblon (Shopping Leblon, R. Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A), às 19h30. Desta vez o bate-papo será com João Paulo Cuenca.

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  3. Heitor Ferraz descobre – e recomenda – Bellatin

    Sexta-feira, 3 julho, 2009, às 14:47

    “Mario Bellatin foi a descoberta literária da minha vida”, disse Heitor Ferraz, encantado com o livro Salão de beleza, escrito pelo mexicano em 1994. “Nele, Bellatin faz uma incrível relação entre beleza e morte, com muita ironia”, diz o poeta, que mora no bairro paulistano de Perdizes, “onde há um salão de beleza atrás do outro, fato que sempre me chamou a atenção.” Ferraz também citou o livro Jacobo, El mutante, lido em uma viagem à Argentina, como outro ponto alto da literatura de Bellatin. “Ele escreve de forma espetacular, realmente me impressiona”.

    A próxima leitura será Flores.

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  4. O universo particular
    de Mario Bellatin

    Terça-feira, 30 junho, 2009, às 20:18

    Entrevista para Livia Deorsola

    Um termo foi criado especialmente para designar os acontecimentos que cercam sua vida. Ele criou uma escola de escritores onde há uma regra fundamental: não escrever. Fã de Machado de Assis, por supuesto, organizou um congresso de autores mexicanos no qual compareceram apenas dublês. Rótulos a respeito de sua literatura assustam, mas por pouco tempo.
    Na entrevista a seguir, descubra mais sobre o escritor Mario Bellatin, cuja presença é altamente aguardada na sétima edição da Flip.

    Leia entrevista completa aqui

    Mexicano de pais peruanos, Bellatin se apresenta na Flip nesta sexta, dia 3/07. Foto: Gabriela León

    Mexicano de pais peruanos, Bellatin se apresenta na Flip nesta sexta, dia 3/07. Foto: Gabriela León

    Em Flores, os personagens se manifestam sobretudo por suas ações, mais do que por seus pensamentos. A perspectiva parece não ser o mundo interior das idéias e sentimentos, mas sim o mundo exterior das condutas, dos objetos e lugares. Qual o papel dos acontecimentos na construção de suas narrativas? E como a reflexão se materializa na voz impessoal e objetiva deste narrador tão particular?
    Costumo pensar que, como escritor, vejo o mundo através de um visor, de uma câmera antiga, muda e aparentemente objetiva, situada sempre em um mesmo ângulo. Então, através desta lente, supostamente se captam apenas ações, abjetos, cenografias. Mas todos sabemos que a aparente objetividade dessa câmera é falsa, e é ela quem vai falando desde sua própria mudez.

    O escritor catalão Enrique Vila-Matas revelou ao site Cosac Naify que tudo que vive, lê ou observa “é convertido imediatamente em literatura vilamatasiana”. Para você, a conexão entre o vivido e o escrito se dá de que forma?
    Alguns amigos criaram o termo “mariontropía”, que consiste em considerar que muitos dos acontecimentos ao meu redor se comportam de uma maneira particular. Não tenho certeza de que isso seja exatamente assim, mas talvez eu possa funcionar como um eixo em torno do qual as coisas sejam vistas pelos outros a partir de ângulos diferentes dos tradicionais. Transformar essas experiências em escrituras? Ufff, seria um trabalho interminável e, além disso, sem sentido. Para que escrever algo já regido pela lei de sua própria “mariontropía?

    Em sua poética, encontramos muitos aspectos caros à pós-modernidade, como a fragmentação, a mescla de gêneros literários, o questionamento do papel do autor. Ao mesmo tempo, suas histórias recuperam um mundo mítico, feito de uma ordem própria. Como transitar entre esses dois universos?
    Acho que os elementos considerados pós-modernos – eu duvidaria do termo – estão presentes no imaginário coletivo, e não há escritor que não seja receptor de seu próprio tempo. A aparição de uma espécie de mundo mítico, de um espaço fundador presente em meus escritos pode ter a ver com minha prática espiritual, com minha recorrência aos livros sagrados, que são as únicas leituras que, na verdade, levo relativamente a sério.

    Você fundou, no México, a Escola Dinâmica de Escritores, um lugar onde não se aprende a escrever. O que de mais interessante se pode colher dessa experiência?
    Estou certo de uma coisa: de que não se trata de um lugar de trânsito. A escola não é procurada para se aprender a escrever e logo colocar em prática algum tipo de habilidade. O importante, a finalidade de se frequentar uma escola como esta – na qual se proíbe escrever – é justamente presenciar o instante em que um criador de alguma arte se reúne com trinta interessados na escritura com o fim de ir adiante com um determinado projeto.

    Quando se fala em literatura latino-americana, é corrente a ideia sobre a distância que separa as experiências ocorridas no Brasil do resto da América Latina. Concorda com essa posição ou percebe diálogos ainda pouco explorados?
    Percebo diálogos pouco explorados e nem sequer vejo uma literatura latino-americana, nem autores latino-americanos, e menos ainda considero o Brasil como parte ou não da América Latina. Trato de apreciar somente os livros, e procuro separá-los de suas circunstâncias.

    Há muitos autores brasileiros, do século XIX até nossos dias, que chamam minha atenção. É uma lista muito comprida, mas destaco Machado de Assis, claro, e Mário de Andrade. Dos contemporâneos, Rubem Fonseca, João Gilberto Noll e sobretudo Glauco Mattoso, todo um mistério.

    Mario Bellatin na Flip 2009
    3/07, sexta-feira, 17h – Mesa 9
    O eu profundo e os outros eus, com Cristovão Tezza. Mediação de Joca Reiners Terron

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  5. Flores, de Mario Bellatin

    Sexta-feira, 26 junho, 2009, às 16:57
    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Flores é a estreia de Mario Bellatin na Cosac Naify, com tradução de Josely Vianna Baptista. Muitos são os adjetivos usados por críticos, jornalistas e leitores para tentar dar conta do que, afinal, é o livro: originalíssimo, impactante, conceitual. O próprio escritor, dono de uma personalidade arredia quando se vê diante das tentativas de enquadrar sua escrita, é alvo de comparações que, se reunidas, parecem formar algo quase incompreensível. Imaginem: um personagem de David Lynch, ou um falso documentário, como Verdades e mentiras, de Orson Welles; um mutante criador de universos particulares; um militante da escrita, qualquer que seja sua forma; um “Edward Mãos-de-Tesoura tarado por elipses”, como disse Joca Reiners Terron no texto de orelha do livro.

    Por esse e por outros motivos  é que Flores figura na galeria de clássicos mexicanos listados pela Magazine Litteraire, ao lado de obras de Juan Rulfo e Carlos Fuentes, dois decanos da literatura daquele país.

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  6. Flores, de Mario Bellatin

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:50
    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Mario Bellatin. Foto: Gabriela León

    Flores é a estreia de Mario Bellatin na Cosac Naify, com tradução de Josely Vianna Baptista. Muitos são os adjetivos usados por críticos, jornalistas e leitores para tentar dar conta do que, afinal, é o livro: originalíssimo, impactante, conceitual. O próprio escritor, dono de uma personalidade arredia quando se vê diante das tentativas de enquadrar sua escrita, é alvo de comparações que, se reunidas, parecem formar algo quase incompreensível. Imaginem: um personagem de David Lynch, ou um falso documentário, como Verdades e mentiras, de Orson Welles; um mutante criador de universos particulares; um militante da escrita, qualquer que seja sua forma; um “Edward Mãos-de-Tesoura tarado por elipses”, como disse Joca Reiners Terron no texto de orelha do livro.

    Por esse e por outros motivos  é que Flores figura na galeria de clássicos mexicanos listados pela Magazine Litteraire, ao lado de obras de Juan Rulfo e Carlos Fuentes, dois decanos da literatura daquele país.

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  7. Flores, afinal

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 17:47
    Projeto gráfico especialíssimo para Flores, criado pela diretora de arte da Cosac Naify, Elaine Ramos. Foto: Nino Andrés

    Projeto gráfico especialíssimo para Flores, criado por Elaine Ramos e Maria Carolina Sampaio. Foto: Nino Andrés

    Aqui vai uma tentativa de ir direto ao ponto (um aviso: quando se trata de Bellatin, o “ponto”, qualquer que seja, se move): Flores é formado por narrativas curtas (todas com nomes de flores) que se relacionam entre si, fragmentos de vida de personagens solitários e ambíguos que não abrem espaço para zonas de conforto. O pai que infecta o filho indesejado com o vírus da Aids; mães que disputam a guarda de gêmeos sem membros, um escritor a quem lhe falta uma perna e é membro de uma seita mulçumana. Possuidores de deformações físicas – como o próprio autor, vítima de talidomida, remédio usado contra enjoos da gravidez e que causou má-formação em bebês nos anos 50 e 60 –, os personagens vão em busca da origem de seus males. Contadas de maneira seca e reticente, as tramas possuem uma violência implícita e potencial, em um mundo instável em que a anormalidade é a regra.

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