Grégoire Bouillier « COSACNAIFY NA FLIP 2009

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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
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Apresentação da Poesia Brasileira
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Macbeth, de Sheakspeare
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Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
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Poema inédito

Flip Zona

  1. Livro de cabeceira

    Domingo, 5 julho, 2009, às 12:30

    Sophie Calle escolheu um trecho de O convidado surpresa (Grégoire Bouillier) para a última mesa da Flip, em que  autores falam sobre seus livros preferidos.

    Mario Bellatin optou por Prosas apátridas, do peruano Julio Ramón Ribeyro, mesmo autor de Só para fumantes. Abaixo, o trecho selecionado pelo autor de Flores.

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    Literatura es afectación. Quien ha escogido para expresarse un medio derivado, la escritura, y no uno natural, la palabra, debe obedecer a las reglas del juego. De allí que toda tentativa para dar la impresión de no ser afectado –monólogo interior, escritura automática, lenguaje coloquial- constituye finalmente una afectación a la segunda potencia. Tanto más afectado que un Proust puede ser un Celine o tanto más que un Borges un Rulfo. Lo que debe evitarse no es la afectación congénita a la escritura sino la retórica que se añade a la afectación.

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  2. Livro de Bouillier esgotado
    em Paraty

    Sábado, 4 julho, 2009, às 21:23

    Cerca de duzentos exemplares de O convidado surpresa, de Grégoire Bouillier, foram vendidos logo após o fim da mesa dividida com Sophie Calle. Havia quem  procurasse o livro em todas as livrarias da cidade.

     

    Grégoire Bouillier e Sophie Calle autografam sem parar. Foto: Livia Deorsola

    Grégoire Bouillier e Sophie Calle autografam sem parar. Fotos: Livia Deorsola

     

    Grégoire Bouillier

    Grégoire Bouillier

     

    Uma enorme fila se formou a espera de um autógrafo do escritor e da artista

    Uma enorme fila se formou a espera de um autógrafo do escritor e da artista

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  3. O inventário amoroso de
    Grégoire Bouillier e Sophie Calle

    Sábado, 4 julho, 2009, às 19:22

    Mais de uma hora antes de começar a mesa de conversa que juntou o escritor Grégoire Bouillier e a artista conceitual Sophie Calle, o burburinho fora da Tenda dos Autores já era enorme. Todos se aglomeravam para tentar garantir lugar nas primeiras cadeiras diante do palco, que se transformou num espaço íntimo e deu lugar a uma troca de leves alfinetadas entre o ex-casal, mas também a elogios mútuos quando o assunto era arte ou literatura. Conduzindo esta “DR a la francesa”, Angel Gurría-Quintana tentava de fato mediar as emoções e expectativas de Sophie e Grégoire, que assumiram suas apreensões diante do encontro, o primeiro que se deu em público após o rompimento do namoro. “Estar aqui é ao mesmo tempo trágico e divertido”, disse Grégoire.

    Sophie Calle e Grégoire Bouillier. "A arte vale a pena"

    Sophie Calle e Grégoire Bouillier. "A arte vale a pena"

    A origem do espetáculo em torno dos dois franceses teve inicio anos antes, quando Bouillier finalizou o relacionamento através de um e-mail, que ao final dizia: “Cuide de você”. Como ela própria disse, Sophie fez “de um limão, uma limonada”: convidou 107 mulheres de várias profissões para reinterpretarem a mensagem. O trabalho resultou em uma exposição de arte na Bienal de Veneza, em 2003. “Grégoire disse que não faria nada para impedir o projeto. Isso já foi um belo presente para mim”, reconheceu ela.

    “Quando fui conhecer a obra, as mulheres convocadas por Sophie vinham me dizer que eu era muito corajoso em aparecer. Eu disse que corajosas eram elas, por virem falar comigo”, disse Boullier, entre irônico e crítico.

    Crítica, aliás, é algo que o autor de O convidado surpresa (publicado pela Cosac Naify e no qual ele relata a noite em que conheceu Sophie Calle) desferiu somente à matéria que gerou o trabalho da artista, e não ao resultado final. “Não concordo com seu propósito, mas a obra é ótima”, elogiou, arrancando um leve sorriso da ex-namorada. Perguntado a respeito da exploração da intimidade com finalidades artísticas, o escritor afirmou que “a arte nunca é sobre o público ou o privado. A arte é sempre sobre a interioridade de um sujeito”.

    Entre a arte e a vida, Sophie ficaria com a segunda. “Se Grégoire tivesse voltado para mim mesmo após o início do projeto, eu não teria levado isso adiante. Como isso não aconteceu, tive a necessidade de me afastar do fato para poder lidar com o sofrimento. É assim que ajo com as coisas ruins de minha vida”, revelou Sophie, ressaltando que o trabalho não significou uma vingança. “Foi um projeto artístico que vale a pena em si mesmo”.

    Sophie Calle é autora de Histórias reais (Editora Agir), que narra em texto e foto episódios nos quais se misturam a vida pessoal e a matéria-prima de suas intervenções. Ao final da conversa, ela contou que já tem um novo amor, que pediu para não ser transformado em obra de arte. “Eu aceitei, mas isso não quer dizer que vou cumprir”.

    A mesa foi encerrada com uma importante ressalva feita por Calle: “Grégoire é, antes de tudo, um excelente escritor, e não vítima de meu trabalho”.

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  4. Malu Mader com Grégoire Bouillier nas mãos

    Sábado, 4 julho, 2009, às 17:23
    A atriz Malu Mader, com o livro "O convidado surpresa", de Grégoire Bouillier, após assistir à mesa que o francês dividiu com a artista Sophie Calle

    A atriz Malu Mader, com o livro "O convidado surpresa", de Grégoire Bouillier, após assistir à mesa que o autor francês dividiu com a artista conceitual Sophie Calle. Foto: Andressa Veronesi

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  5. Por um triz

    Sexta-feira, 3 julho, 2009, às 15:21

    Por muito pouco a mesa  mais aguardada desta Flip não acontece antecipadamente: na noite de ontem, quinta-feira (2/7), Grégoire Bouillier acabava de deixar a mesa de um bar no centro de Paraty quando a artista plástica Sophie Calle, para quem dedicou o livro O convidado surpresa, chegou. Não se esbarraram por uma questão de poucos minutos.

    O bate-papo entre ambos na Flip (mesa 12), Entre quatro paredes, está marcado para sábado, às 11h45. Se a Internet não cair, haverá transmissão pelo Twitter Cosac Naify.

    *

    Horas antes do quase-encontro, Grégoire Bouillier, em entrevista coletiva para a imprensa, falou  brevemente sobre a relação entre arte e a exposição da intimidade  (Sophie Calle transformou o e-mail de rompimento de namoro escrito por ele em uma exposição artística na Bienal de Veneza, 2003, a partir da interpretação de 107 mulheres sobre a mensagem).

    “O que interessa é que a obra de arte seja feita a partir do que emociona a pessoa. Mas isso não deve serir de pretexto para alimentar uma indústria de celebridades, que nada tem a ver com a intrepretação artística dos sentimentos”, disse o francês.

    Em 2003, a revista francesa Les Inrockuptibles publicou um questionário elaborado por Sophie Calle e Grégoire Bouillier sobre suas próprias questões pessoais, artísticas e filosóficas. Leia aqui as perguntas.

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  6. Sophie Calle e Grégoire Bouillier perguntam

    Terça-feira, 30 junho, 2009, às 20:26

    A revista francesa Les Inrockuptibles publicou, em 19 de novembro de 2003, um questionário elaborado por Sophie Calle e Grégoire Bouillier sobre suas próprias questões pessoais, artísticas e filosóficas. Você encara?

    1) Quando você já morreu?

    2) O que faz você se levantar de manhã?

    3) O que viraram os seus sonhos de infância?

    4) O que distingue você dos outros?

    5) O que falta em você?

    6) Acha que todo mundo poderia ser artista?

    7) De onde você vem?

    8) Você acha o seu destino invejável?

    9) A que você renunciou?

    10) O que você faz com o seu dinheiro?

    11) Qual tarefa doméstica provoca mais aversão em você?

    12) Quais são os seus prazeres favoritos?

    13) O que você gostaria de ganhar de aniversário?

    14) Cite três artistas vivos que você deteste.

    15) O que você defende?

    16) O que você é capaz de recusar?

    17) Qual é a parte mais frágil do seu corpo?

    18) O que você já foi capaz de fazer por amor?

    19) O que recriminam em você?

    20) Pra que serve a arte?

    21) Redija o seu epitáfio.

    22) Sob que forma você gostaria de voltar?

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  7. O convidado surpresa, de Grégoire Bouillier

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 20:07

    Numa tarde fria de domingo, “no dia da morte de Michel Leiris”, o telefone acorda o autor-narrador de O convidado surpresa. Ele reconhece a voz da mulher que o abandonara cinco anos antes sem nenhuma explicação. Perplexo, ele ouve não as desculpas que esperava (e sempre esperou), mas o convite para uma festa. Ela o convida para o aniversário de uma amiga que costuma celebrar a data chamando para a festa o número de pessoas correspondentes à sua idade e mais um, o convidado surpresa. Bouillier é o convidado surpresa da vez; a aniversariante é a artista plástica Sophie Calle. A relação, cujo início é narrado neste livro, terminou tempos depois com um e-mail enviado por Bouillier, que dizia na última linha: “prenez soin de vous” (“cuide de você”). A frase deu origem à famosa exposição de Calle, exibida na Bienal de Veneza em 2007, que reuniu depoimentos de 107 mulheres sobre a mensagem de rompimento. Depois de polêmicas e discussões, os dois se reencontram agora em uma mesa da Flip 2009.

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