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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
Crônicas Inéditas 2
Apresentação da Poesia Brasileira
Apresentação da Poesia Brasileira
Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. Uma invenção de si mesmo

    Sábado, 4 julho, 2009, às 21:06

    O Mexicano Mario Bellatin (Flores) e o brasileiro Cristóvão Tezza (O filho eterno) protagonizaram uma das mesas mais elogiadas da Flip 2009: O eu profundo e os outros eus, que tratou dos frágeis limites entre autobiografia e ficção. Por diversas vezes as falas foram interrompidas pelas palmas do público.

    Bellatin contou como se inventou como escritor. Quando era totalmente desconhecido, ainda estudante na faculdade, e terminava de escrever o primeiro livro, encomendou uma tiragem baixa e distribuiu pelas ruas oitocentos cupons que davam “desconto na compra do livro do grande escritor Mario Bellatin, a ser lançado no dia tal”. “O lançamento foi um sucesso”.

    Joca Reiners Terron, Mario Bellatin e Cristovão Tezza. Foto: Sérgio Fonseca / Recortes

    Joca Reiners Terron, Mario Bellatin e Cristovão Tezza. Foto: Sérgio Fonseca / Recortes.org

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  2. Verde maduro

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 23:26

    Rodrigo Lacerda escreveu, com humor e sutileza, um dos mais instigantes romances de formação para o público juvenil, O Fazedor de Velhos (Cosac Naify, 2008), premiado como melhor livro juvenil pela Fundação Biblioteca Nacional (2008) e pela FNLIJ (2009).

    O jovem estudante de História, Pedro, se aproxima de um misterioso professor e de sua bela afilhada. Como nos melhores retratos de um artista quando jovem, ele descobre que a vida pode não ser tão doce quanto a primeira paixão, e encontra na literatura um caminho para buscar suas respostas.

    Convidado da FlipZona, no bate-papo com o público (sexta-feira, 3/07, às 8h), além de discutir a complexa passagem da adolescência para a vida adulta, Rodrigo conversa sobre sua carreira de escritor. Doutor em Teoria Literária, ele conquistou os prêmios Certas Palavras e Jabuti. É autor ainda de romances como Outra vida (Alfaguara) e Vista do Rio (Cosac Naify).

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  3. Nas mãos do Kondo

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 23:20

    Gaúcho de Passo Fundo (RS), Daniel Kondo, que atualmente mora em São Paulo, começou sua carreira de ilustrador na publicidade. Seu traço alegre e criativo deu vida ao livro-imagem Tchibum!, concebido pelo campeão Gustavo Borges, e a Minhas contas, de Luiz Antonio.

    Em agosto de 2009, lançará pela Cosac Naify Surfando na Marquise, texto de Paulo Bloise, em livro que compõe a coleção Ópera Urbana.

    Partindo deste último trabalho, no qual ilustra o parque Ibirapuera, Daniel ministra uma oficina na programação da FlipZona (quinta-feira, 2/07, às 8h), na qual convida os participantes a recriar a cidade de Paraty em desenhos feitos no computador, com a ajuda de câmera fotográfica, tinta spray e estêncil.

    *

    Minhas contas tematiza a tolerância religiosa ao contar a história de uma amizade abalada pelo preconceito. O livro é uma bonita celebração da cultura africana, tão importante para a formação da identidade brasileira.

    Em Tchibum!, Gustavo Borges, um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, incentiva aquele que não deu nem os primeiros passos a arriscar suas primeiras braçadas. Puro cinema para bebês.

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  4. Bandeira para a vida inteira

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 21:44

    Em 2006, vieram as Crônicas da província do Brasil (1937), a estreia da prosa bandeiriana na Cosac Naify. Em 2008, foram lançadas as Crônicas inéditas 1, com os textos do autor escritos durante a década de 1920 para jornais e revistas, reunidos pela primeira vez em livro. Com as Crônicas inéditas 2, a Cosac Naify arremata um amplo espectro de novidades concretas trazidas ao leitor desde a tradução de O círculo de giz caucasiano (2002), de B. Brecht, feita por Bandeira na década de 50 e nunca antes publicada em livro.

    A poesia de Bandeira também está aqui: 50 poemas escolhidos pelo autor (1955), organizada pelo próprio Bandeira, incluindo CD com 29 poemas lidos por ele; Poemas religiosos e alguns libertinos (1980), organizada pelo pesquisador Edson Nery da Fonseca. A editora prevê ainda a publicação de duas coletâneas de crônicas – Flauta de papel (1957) e Andorinha, andorinha (1966) –, ensaios literários e mais uma peça traduzida – Maria Stuart, de Schiller.

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  5. Crônicas inéditas 2,
    de Manuel Bandeira

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 21:08

    Já imaginaram Rubem Braga com inveja de algum cronista? Difícil, mas foi exatamente o que passou pela cabeça do crítico Davi Arrigucci Jr. ao comentar as 130 crônicas que Manuel Bandeira publicou na imprensa entre 1930 e 1944 e que agora estão reunidas em Crônicas inéditas 2. Os textos somam-se aos 113 do primeiro volume, lançado em 2008, e às Crônicas da província do Brasil (2006), organizadas pelo próprio autor. As obras são resultado de um árduo trabalho levado adiante pelo pesquisador Júlio Castañon Guimarães, que se embrenhou em todos os arquivos de jornais da época em busca do que pensava Bandeira sobre arte, literatura, arquitetura, os concursos de miss Brasil, música erudita, cinema mudo, as manias que tomavam conta do Rio de Janeiro, (então capital do país) e muitos outros assuntos que formavam o incipiente panorama cultural da época.
    Fino observador da cidade, Bandeira se revela um escritor de mão-cheia também no gênero da prosa, mostrando-se um verdadeiro pensador da cultura brasileira ao testemunhar com rigor e humor a formação do ambiente artístico no Brasil.

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  6. Apresentação da poesia brasileira, de Manuel Bandeira

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 21:04

    Para apresentar nossos melhores poetas ao leitor estrangeiro, Manuel Bandeira preparou este volume que, na verdade, são dois livros em um. A primeira parte traz um panorama crítico dos poetas, escolas e movimentos que marcaram a poesia no país, de José de Anchieta ao Concretismo. Leitor atento dos clássicos e dos novos poetas, Bandeira revaloriza obras esquecidas, acompanha com interesse a produção dos nomes que despontavam, como Drummond e Vinicius, faz questionamentos às vezes polêmicos, mas sempre marcados pela erudição e graça de sua prosa. A segunda parte se organiza como uma antologia, gênero em que, nas palavras de Antonio Candido, Bandeira se tornou perito: 125 poemas de 55 poetas, dos grandes clássicos como a “Canção do exílio” e o “Navio negreiro” aos achados bandeirianos como os bissextos Pedro Nava e Pedro Dantas, chegando até Augusto de Campos e Ferreira Gullar, então com vinte e poucos anos de idade. A edição, pensada tanto para o especialista como para o estudante, traz seleção iconográfica da Biblioteca de José Mindlin e posfácio de Otto Maria Carpeaux.

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  7. Drummond, um humorista de grande estilo

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 20:56

    “Carlos Drummond de Andrade [1902-87] é o representante mais típico em poesia do homem de Minas. Os mineiros mais genuínos são dotados daquelas qualidades de reflexão cautelosa, de desconfiança do entusiasmo fácil, de gosto das segundas intenções, de reserva pessimista, elementos todos geradores de humour. Toda vez que com esse feitio mineiro coincidirem uma sensibilidade mais rara e o dom da poesia, é de esperar um humorista de grande estilo. Carlos Drummond de Andrade é o primeiro caso dessa feliz conjunção. Sensibilidade comovida e comovente em cada linha que escreve, o Poeta não abandona quase nunca essa atitude de humour, mesmo nos momentos de maior ternura.”

    [Apresentação da poesia brasileira, de Manuel Bandeira]

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