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Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
Crônicas Inéditas 2
Apresentação da Poesia Brasileira
Apresentação da Poesia Brasileira
Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. Mario Bellatin em bate-papo na Livraria Cultura, hoje

    Segunda-feira, 6 julho, 2009, às 13:39

    Uma das presenças mais surpreendentes e marcantes da Flip 2009,  encerrada ontem (5/7), Mario Bellatin estará em São Paulo para um bate-papo com o escritor Joca Reines Terron. A noite de autógrafos do livro Flores acontece na Loja de Arte da Livraria Cultura / Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073), às 19h.

    Amanhã (7/7), escritor mexicano estará no Rio de Janeiro para o lançamento do livro na Livraria da Travessa do Leblon (Shopping Leblon, R. Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A), às 19h30. Desta vez o bate-papo será com João Paulo Cuenca.

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  2. Livro de cabeceira

    Domingo, 5 julho, 2009, às 12:30

    Sophie Calle escolheu um trecho de O convidado surpresa (Grégoire Bouillier) para a última mesa da Flip, em que  autores falam sobre seus livros preferidos.

    Mario Bellatin optou por Prosas apátridas, do peruano Julio Ramón Ribeyro, mesmo autor de Só para fumantes. Abaixo, o trecho selecionado pelo autor de Flores.

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    Literatura es afectación. Quien ha escogido para expresarse un medio derivado, la escritura, y no uno natural, la palabra, debe obedecer a las reglas del juego. De allí que toda tentativa para dar la impresión de no ser afectado –monólogo interior, escritura automática, lenguaje coloquial- constituye finalmente una afectación a la segunda potencia. Tanto más afectado que un Proust puede ser un Celine o tanto más que un Borges un Rulfo. Lo que debe evitarse no es la afectación congénita a la escritura sino la retórica que se añade a la afectación.

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  3. Uma invenção de si mesmo

    Sábado, 4 julho, 2009, às 21:06

    O Mexicano Mario Bellatin (Flores) e o brasileiro Cristóvão Tezza (O filho eterno) protagonizaram uma das mesas mais elogiadas da Flip 2009: O eu profundo e os outros eus, que tratou dos frágeis limites entre autobiografia e ficção. Por diversas vezes as falas foram interrompidas pelas palmas do público.

    Bellatin contou como se inventou como escritor. Quando era totalmente desconhecido, ainda estudante na faculdade, e terminava de escrever o primeiro livro, encomendou uma tiragem baixa e distribuiu pelas ruas oitocentos cupons que davam “desconto na compra do livro do grande escritor Mario Bellatin, a ser lançado no dia tal”. “O lançamento foi um sucesso”.

    Joca Reiners Terron, Mario Bellatin e Cristovão Tezza. Foto: Sérgio Fonseca / Recortes

    Joca Reiners Terron, Mario Bellatin e Cristovão Tezza. Foto: Sérgio Fonseca / Recortes.org

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  4. Heitor Ferraz descobre – e recomenda – Bellatin

    Sexta-feira, 3 julho, 2009, às 14:47

    “Mario Bellatin foi a descoberta literária da minha vida”, disse Heitor Ferraz, encantado com o livro Salão de beleza, escrito pelo mexicano em 1994. “Nele, Bellatin faz uma incrível relação entre beleza e morte, com muita ironia”, diz o poeta, que mora no bairro paulistano de Perdizes, “onde há um salão de beleza atrás do outro, fato que sempre me chamou a atenção.” Ferraz também citou o livro Jacobo, El mutante, lido em uma viagem à Argentina, como outro ponto alto da literatura de Bellatin. “Ele escreve de forma espetacular, realmente me impressiona”.

    A próxima leitura será Flores.

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  5. Na receita de Bellatin, o remédio é a língua portuguesa

    Quinta-feira, 2 julho, 2009, às 21:06

    Mario Bellatin deu sua receita para obter bons efeitos a partir de textos ruins. “Quando eu era jovem, me arriscava a escrever poesia, e o resultado era, em geral, ruim. Para que parecessem melhores, lia os versos em português, porque a língua é muito bonita. Assim soavam mais bonitos meus poemas”.

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  6. O universo particular
    de Mario Bellatin

    Terça-feira, 30 junho, 2009, às 20:18

    Entrevista para Livia Deorsola

    Um termo foi criado especialmente para designar os acontecimentos que cercam sua vida. Ele criou uma escola de escritores onde há uma regra fundamental: não escrever. Fã de Machado de Assis, por supuesto, organizou um congresso de autores mexicanos no qual compareceram apenas dublês. Rótulos a respeito de sua literatura assustam, mas por pouco tempo.
    Na entrevista a seguir, descubra mais sobre o escritor Mario Bellatin, cuja presença é altamente aguardada na sétima edição da Flip.

    Leia entrevista completa aqui

    Mexicano de pais peruanos, Bellatin se apresenta na Flip nesta sexta, dia 3/07. Foto: Gabriela León

    Mexicano de pais peruanos, Bellatin se apresenta na Flip nesta sexta, dia 3/07. Foto: Gabriela León

    Em Flores, os personagens se manifestam sobretudo por suas ações, mais do que por seus pensamentos. A perspectiva parece não ser o mundo interior das idéias e sentimentos, mas sim o mundo exterior das condutas, dos objetos e lugares. Qual o papel dos acontecimentos na construção de suas narrativas? E como a reflexão se materializa na voz impessoal e objetiva deste narrador tão particular?
    Costumo pensar que, como escritor, vejo o mundo através de um visor, de uma câmera antiga, muda e aparentemente objetiva, situada sempre em um mesmo ângulo. Então, através desta lente, supostamente se captam apenas ações, abjetos, cenografias. Mas todos sabemos que a aparente objetividade dessa câmera é falsa, e é ela quem vai falando desde sua própria mudez.

    O escritor catalão Enrique Vila-Matas revelou ao site Cosac Naify que tudo que vive, lê ou observa “é convertido imediatamente em literatura vilamatasiana”. Para você, a conexão entre o vivido e o escrito se dá de que forma?
    Alguns amigos criaram o termo “mariontropía”, que consiste em considerar que muitos dos acontecimentos ao meu redor se comportam de uma maneira particular. Não tenho certeza de que isso seja exatamente assim, mas talvez eu possa funcionar como um eixo em torno do qual as coisas sejam vistas pelos outros a partir de ângulos diferentes dos tradicionais. Transformar essas experiências em escrituras? Ufff, seria um trabalho interminável e, além disso, sem sentido. Para que escrever algo já regido pela lei de sua própria “mariontropía?

    Em sua poética, encontramos muitos aspectos caros à pós-modernidade, como a fragmentação, a mescla de gêneros literários, o questionamento do papel do autor. Ao mesmo tempo, suas histórias recuperam um mundo mítico, feito de uma ordem própria. Como transitar entre esses dois universos?
    Acho que os elementos considerados pós-modernos – eu duvidaria do termo – estão presentes no imaginário coletivo, e não há escritor que não seja receptor de seu próprio tempo. A aparição de uma espécie de mundo mítico, de um espaço fundador presente em meus escritos pode ter a ver com minha prática espiritual, com minha recorrência aos livros sagrados, que são as únicas leituras que, na verdade, levo relativamente a sério.

    Você fundou, no México, a Escola Dinâmica de Escritores, um lugar onde não se aprende a escrever. O que de mais interessante se pode colher dessa experiência?
    Estou certo de uma coisa: de que não se trata de um lugar de trânsito. A escola não é procurada para se aprender a escrever e logo colocar em prática algum tipo de habilidade. O importante, a finalidade de se frequentar uma escola como esta – na qual se proíbe escrever – é justamente presenciar o instante em que um criador de alguma arte se reúne com trinta interessados na escritura com o fim de ir adiante com um determinado projeto.

    Quando se fala em literatura latino-americana, é corrente a ideia sobre a distância que separa as experiências ocorridas no Brasil do resto da América Latina. Concorda com essa posição ou percebe diálogos ainda pouco explorados?
    Percebo diálogos pouco explorados e nem sequer vejo uma literatura latino-americana, nem autores latino-americanos, e menos ainda considero o Brasil como parte ou não da América Latina. Trato de apreciar somente os livros, e procuro separá-los de suas circunstâncias.

    Há muitos autores brasileiros, do século XIX até nossos dias, que chamam minha atenção. É uma lista muito comprida, mas destaco Machado de Assis, claro, e Mário de Andrade. Dos contemporâneos, Rubem Fonseca, João Gilberto Noll e sobretudo Glauco Mattoso, todo um mistério.

    Mario Bellatin na Flip 2009
    3/07, sexta-feira, 17h – Mesa 9
    O eu profundo e os outros eus, com Cristovão Tezza. Mediação de Joca Reiners Terron

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  7. Macbeth, de William Shakespeare

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 20:52

    Tradução de Manuel Bandeira

    Esta edição promove o encontro de três grandes poetas: Bandeira, Shakespeare e Auden.  Mestre da prosa e da poesia, Manuel Bandeira também foi um exímio tradutor, especialmente de peças de teatro, como O círculo de giz caucasiano de Brecht e Maria Stuart de Schiller. Neste lançamento da coleção Dramática, Bandeira fez uma primorosa tradução daquela que é, em suas próprias palavras, “a mais sinistra e sanguinária tragédia do autor”.

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