Cerca de duzentos exemplares de O convidado surpresa, de Grégoire Bouillier, foram vendidos logo após o fim da mesa dividida com Sophie Calle. Havia quem procurasse o livro em todas as livrarias da cidade.

Grégoire Bouillier e Sophie Calle autografam sem parar. Fotos: Livia Deorsola

Grégoire Bouillier

Uma enorme fila se formou a espera de um autógrafo do escritor e da artista
Por muito pouco a mesa mais aguardada desta Flip não acontece antecipadamente: na noite de ontem, quinta-feira (2/7), Grégoire Bouillier acabava de deixar a mesa de um bar no centro de Paraty quando a artista plástica Sophie Calle, para quem dedicou o livro O convidado surpresa, chegou. Não se esbarraram por uma questão de poucos minutos.
O bate-papo entre ambos na Flip (mesa 12), Entre quatro paredes, está marcado para sábado, às 11h45. Se a Internet não cair, haverá transmissão pelo Twitter Cosac Naify.
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Horas antes do quase-encontro, Grégoire Bouillier, em entrevista coletiva para a imprensa, falou brevemente sobre a relação entre arte e a exposição da intimidade (Sophie Calle transformou o e-mail de rompimento de namoro escrito por ele em uma exposição artística na Bienal de Veneza, 2003, a partir da interpretação de 107 mulheres sobre a mensagem).
“O que interessa é que a obra de arte seja feita a partir do que emociona a pessoa. Mas isso não deve serir de pretexto para alimentar uma indústria de celebridades, que nada tem a ver com a intrepretação artística dos sentimentos”, disse o francês.
Em 2003, a revista francesa Les Inrockuptibles publicou um questionário elaborado por Sophie Calle e Grégoire Bouillier sobre suas próprias questões pessoais, artísticas e filosóficas. Leia aqui as perguntas.
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