Rilke Shake « COSACNAIFY NA FLIP 2009

Busca
Fale Conosco


Homenagem à Manoel Bandeira

Crônicas Inéditas 2
Crônicas Inéditas 2
Apresentação da Poesia Brasileira
Apresentação da Poesia Brasileira
Macbeth, de Sheakspeare
Macbeth, de Sheakspeare

Mario Bellatin

Flores
Flores
Entrevista

Grégoire Bouillier

O Convidado Supresa
O Convidado Supresa

Angélica Freitas

Rilke Shake
Rilke Shake
Poema inédito

Flip Zona

  1. Rilke shake,
    de Angélica Freitas

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 19:07

    Sentar e tomar um chá com Angélica Freitas. Este era o convite feito por ela a quem entrasse em seu blog, onde postava poemas, textos, impressões. Foi no espaço virtual que a poeta ganhou muitos leitores antes mesmo de publicar o primeiro livro, Rilke shake, em 2007, pela coleção Ás de Colete da Cosac Naify. A força inovadora de sua poesia não demorou a provocar comparações com nomes como a portuguesa Adília Lopes: por meio de uma língua ferina, ambas exercitam o espírito profanatório com que releem as tradições poéticas que as formaram. Seu estilo também traz algo de Cacaso e Leminski, pelo humor às vezes escrachado que carrega em si uma dimensão trágica, de tristeza, deslocamento e inviabilidade.
    Com poemas inéditos, a nova edição de Rilke shake chega neste mês às livrarias e realiza um feito raro entre jovens poetas: uma reedição em tempo recorde, apenas dois anos após o lançamento. Mais um indício de que Angélica Freitas já tem lugar garantido na poesia brasileira contemporânea é o fato do livro figurar entre os finalistas do Prêmio Portugal Telecom de 2008.

    *

    Um dos poemas inéditos, “cruzeiro”, você lê aqui neste blog; “eu durmo comigo”, também inédito, está no caderno de anotações, textos selecionados e serviços que a Cosac Naify preparou para a festa literária. Para ter um, basta procurar nas mesas de conversa de nossos autores.

    Tags:

  2. musiké

    Quarta-feira, 24 junho, 2009, às 18:52

    tenho pavor de festinhas
    aparo as arestas das farsa
    visto minha roupa nova
    mas hoje não saio de casa

    [Angélica Freitas, Rilke shake | Cosac Naify, 2ª edição, 2009]

    *

    A minha maladresse
    era uma forma de délicatesse
    por uma e por outra
    perdi a minha vida
    maladresse e délicatesse
    são nomes de bordados
    que uma rapariga faz
    na juventude
    com aplicação

    [Adília Lopes, Antologia | Cosac Naify, 2002]

    Tags:

® COSAC NAIFY Todos os direitos reservados.