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| Rivane Neuenschwander, Canteiros, 2006 |
CATÁLOGO DA 27ª BIENAL TEM DISTRIBUIÇÃO COSAC NAIFY
O catálogo da 27ª Bienal de São Paulo - Como viver junto - chega finalmente às livrarias, com distribuição pela Cosac Naify, documentando as questões fundamentais da mostra, em textos, registros fotográficos detalhados da exposição e um caderno de projetos desenvolvidos especialmente para o volume. A edição inclui também as informações sobre os autores participantes e as técnicas e características de todas as obras exibidas.
Os textos curatoriais, escritos por Lisette Lagnado (curadora-geral), Adriano Pedrosa, Cristina Freire, José Roca, Rosa Martinez (co-curadores) e Jochen Volz (curador convidado), trazem análises que abordam os diferentes aspectos da mostra. Além destes, o livro inclui ensaios de autores convidados, como Eliane Robert Moraes, León Ferrari, Gianni Vattimo, Teresa Caldeira, Milton Hatoum, Ali Behdad e Zayd Minty.
Um dos pontos altos da publicação é a reprodução em fac-símile do Programa Ambiental de Hélio Oiticica, artista inspirador do vetor conceitual do projeto da 27ª Bienal, com 32 páginas dedicadas a seus conceitos e projetos. Outro é o "Guia da Imobilidade", de Jorge Macchi, composto de mapas recortados das regiões centrais da cidade de São Paulo.
Destacam-se também os projetos feitos especialmente para o volume, como "Livro de primeiros-socorros", de Aya Ben Ron, "Separação" [Separation], da dupla Angela Detanico e Rafael Lain, "The struggle for spatial justice" [A luta por justiça espacial], de Marjetica Potrc, "Pages", "Sound of Acre" [Som do Acre], de Zafos Xagoraris e a série de fotos "Canteiros/Conversations and constructions", de Rivane Neuenschwander.
A 27ª Bienal, que esteve em cartaz de 7 de outubro a 17 de dezembro de 2006, reuniu cerca de mil trabalhos de 118 artistas - 96 estrangeiros e 22 brasileiros -, com um público estimado de 535 mil visitantes. A partir do tema "Como viver junto" (título dos seminários realizados por Roland Barthes entre 1976 e 1977), a curadora Lisette Lagnado propôs uma reflexão sobre a vida coletiva em espaços partilhados buscando artistas que abordassem em sua obra a questão dos limites, fronteiras e a incorporação das diferenças na esfera da vida cotidiana.
Com o lançamento do livro, a mostra tem agora um importante
veículo para sua compreensão e a ampliação
do debate sobre suas propostas.
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