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Foto: Sebástian Crespo

Residência Hélio Olga (Jd. Vitória Régia - SP), elaborada em parceria com Mauro Halluli

MARCOS ACAYABA: 35 ANOS DE ARQUITETURA

Dentre as monografias sobre arquitetura lançadas pela Cosac Naify, o volume sobre a obra deste importante arquiteto, expoente de sua geração, refaz o contexto de um período recente da arquitetura paulista. Baseado na tese de doutoramento do autor, defendida na FAU-USP em 2004, o livro é uma crônica a partir de sua obra e sua experiência formativa, enfatizando aspectos da síntese pessoal entre projeto, pesquisa e construção.

Veja galeria de imagens de projetos do arquiteto

Leia trechos autobiográficos
de Acayaba publicados no livro



Marcos Acayaba
R$ 95
Veja detalhes do livro e compre neste site

Marcos Acayaba formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1969 e fez parte das primeiras turmas egressas depois da reestruturação curricular de 1962, fato que se tornou referência no panorama de ensino de arquitetura do país. O novo currículo de então voltava-se a uma formação multidisciplinar e estabeleceu uma didática de ateliês de ensino, onde o desenho passou a significar projeto e não mais composição. Vivia-se uma época de acirramento das posturas políticas em relação ao golpe militar de 64, e a instituição envolveu-se profundamente neste embate, que marcou profundamente a geração formada no período.

Nos relatos de Acayaba transparecem sua postura como arquiteto e o modo produtivo de sua arquitetura, baseada na diversidade, no exercício de liberdade projetual. Sua obra vem de uma geração pós 60, quando a questão estrutural faz-se importante na formalização da obra, sendo fruto do bom relacionamento com os mestres modernos paulistas que nesta época ministravam na faculdade.

O livro publica uma coletânea de obras demonstrando a diversidade de desenhos e programas a que o arquiteto se propôs a enfrentar nos últimos 35 anos. No programa doméstico, merece atenção especial a residência Milan (1975), obra experimental de projeto e construção; a residência Hélio Olga (1988), em estrutura de madeira pré-fabricada (experiência bem-sucedida que abriu campo para a pesquisa com sistemas pré-fabricados em outros trabalhos); e ainda os conjuntos residenciais horizontais, como a Vila Butantã (2004), o último a ser feito. Importantes também são o projeto urbano para o concurso do Vale do Anhangabaú e as obras dos programas mais simbólicos, como o projeto para o Museu da Escultura (1986) e o Pavilhão de Sevilha (1991). Entre os trabalhos mais recentes está o projeto de requalificação e edifícios novos para a ECA - Escola de Comunicações e Artes da USP (2006).

A publicação dos trabalhos é apresentada por textos, dois deles introdutórios, escritos por Hugo Segawa e Julio Katinsky e um ensaio de Guilherme Wisnik. Em seguida, uma crônica de Acayaba nos relata sua formação e acompanha a descrição dos projetos e obras, relatando os fatos mais significativos a eles relacionados, as circunstâncias em que foram produzidos, as condicionantes, as principais referências e os fios condutores entre eles.

A importância da publicação de Marcos Acayaba está na iniciativa de tornar acessível a obra de um arquiteto cuja versatilidade reside na capacidade de reunir a um só tempo as tradições de nossa arquitetura moderna e o momento de ruptura em relação a ela. Acayaba nos ensina que projetar é um exercício de articulação onde construção, liberdade e respeito ambiental estruturam suas escolhas formais. Um exemplo rico dos caminhos traçados pelas gerações diretamente ligadas aos mestres modernos nacionais.

LANÇAMENTO Marcos Acayaba
Quarta-feira, 5 de dezembro de 2007, às 19h.
Centro Universitário Maria Antonia - USP
Rua Maria Antonia, 294 - São Paulo (SP)
Tel (11) 3255 7182

NA COSAC NAIFY:
Coletivo - arquitetura paulista contemporânea, de Ana Luiza Nobre, Ana Vaz Milheiro e Guilherme Wisnik
Brasil Arquitetura,
de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz
Paulo Mendes da Rocha: projetos 1957-1999, vol. 1,
organizado por Rosa Artigas
Paulo Mendes da Rocha: projetos 1999-2006, vol. 2,
organizado por Rosa Artigas


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