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Sem título, 2007, MDF.

OS CAMINHOS DA ESCULTURA DE ANGELO VENOSA

Primeira publicação em livro sobre o escultor Angelo Venosa, com vasto registro fotográfico e um estudo abrangente do crítico carioca Luiz Camillo Osorio, o livro Angelo Venosa documenta a trajetória de um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros surgidos na década de 80.

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Angelo Venosa
R$ 80
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Nascido em São Paulo em 1954, de família de origem italiana, e radicado no Rio de Janeiro, onde se formou como designer gráfico pela Escola Superior de Desenho Industrial, Angelo Venosa assume a opacidade, ou seja, a recusa a uma comunicação fácil e imediata, como marca registrada de sua obra. E é à caracterização e ao sentido dessa opacidade que se dedica o ensaio de Luiz Camillo Osorio.

O crítico procura de início situar o artista entre os seus contemporâneos da chamada Geração 80, da qual se distingue pelo tom grave e desencantado, estranho ao "clamor festivo" daquela. Passa em seguida a examinar as duas "etapas poéticas" em que divide a obra do escultor. Na primeira, que vai de 1985 a 1994, a forma tem um caráter orgânico. Uma estrutura, na maioria dos casos de madeira, tensiona de dentro para fora uma resina pintada de preto que a encobre como uma pele, o todo criando uma imagem indefinida cujo inusitado é antes sugestivo do que indicativo de algo de concreto, em geral um fóssil ou outro elemento arqueológico qualquer. Num momento posterior, ainda dentro dessa mesma fase, o caráter orgânico se desloca da forma para a tensão entre os materiais.

A segunda etapa estende-se a partir de 1996 (o ano de 1995, observa Osorio, "parece não ter existido no calendário do artista", e acrescenta com humor: "Fechou para balanço", alusão a um período de autoquestionamento que justamente preparava essa nova fase). Nela, a serialidade assumirá papel fundamental. Utilizando-se quase sempre de imagens do corpo humano fragmentadas a ponto de se tornarem irreconhecíveis, o artista ao mesmo tempo "passará a segmentar a matéria, agora mais resistente, e a serializar a forma". Pertencendo quer a uma, quer a outra dessas etapas, as esculturas em espaço público de Angelo Venosa, entre elas a célebre "Baleia", hoje situada em frente à praia do Leme, no Rio de Janeiro, merecem no livro um capítulo à parte.

Na edição bilíngüe (português-inglês), cabe destacar a fortuna crítica ao final, com as contribuições de Flora Süssekind ("Angelo Venosa e a intra-serialização"), Lorenzo Mammì ("Angelo Venosa"), Ivo Mesquita ("Angelo Venosa") e Ronaldo Brito ("Singulares e equívocas"), além da entrevista "Ossatura", concedida pelo artista ao escritor Bernardo Carvalho.

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Rodrigo Andrade, Alberto Tassinari e Taísa Palhares
Célia Euvaldo, Alberto Tassinari e Marco Silveira Mello
Manual da ciência popular, Waltercio Caldas

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