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do catálogo da Cosac Naify


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NOTÍCIAS
Divulgação
Feria de Madrid, local de exposição da Arco 2008, que homenageia o Brasil

BRASIL É O CONVIDADO DE HONRA DA ARCO 2008

Livros de arte Cosac Naify estarão expostos no evento que reunirá mais de cem artistas brasileiros em ampla programação artística sobre o país

Em outubro de 2004, o Ministério da Cultura do Brasil recebeu o convite feito pela diretoria da Arco, a Feira internacional de arte contemporânea de Madri, para que o país fosse o homenageado da 27ª edição do evento, em 2008. A oportunidade foi aceita prontamente e, entre os dias 13 e 18 deste mês de fevereiro, 32 galerias de arte brasileiras ganham destaque em meio às mais de 257 presentes, representantes de 34 países. Cento e oito artistas brasileiros participarão da exposição, com curadoria de Moacir dos Anjos e Paulo Sergio Duarte.

Através da parceria do MinC com a Fundação Athos Bulcão, a Cosac Naify também está presente na Arco 2008: dezessete títulos do catálogo de arte da editora estarão em exposição, para em seguida serem doados a instituições culturais espanholas, como o Museo Nacional Reina Sofía, em Madri. Já a venda de uma gama maior de títulos, incluindo outros temas, será feita pela livraria catalã Central Llibretera del Raval, especializada na área de humanidades. O acordo de venda foi estabelecido pela também catalã Editorial Gustavo Gili, responsável pela distribuição dos livros Cosac Naify na Europa.

A exposição dos livros inaugura a seção Publicaciones de Arte Contemporâneo, que apresenta uma seleção de revistas e títulos especializados no assunto. Para Afonso Luz, assessor da Secretaria Executiva do MinC, a aposta na maior exibição de publicações de arte é um dos meios para posicionar a produção artística brasileira no cenário internacional. "O espaço expositivo é decisivo para a recepção pública dos trabalhos, pois a arte contemporânea precisa traduzir os conceitos com que trabalha em cada momento de sua aparição; caso contrário ela é domesticada e perde sua potência de atualização", acredita Luz.

Outras editoras brasileiras também apresentam títulos em exposição: Casa da Palavra, KAPA, Letras Contemporâneas, Martins Fontes, Pinakotheke e Zahar.

O que a arte brasileira tem

Marcada pela viabilidade do mercado de artes, sem abrir mão da discussão conceitual, a Arco 2008 celebra a participação do Brasil como país homenageado ao destacar seu potencial dentro do panorama artístico internacional.

De acordo com a organização do evento, do ponto de vista artístico, pretende-se mostrar uma arte "em permanente rearticulação e mestiçagem, com um caráter híbrido muito mais amplo" em relação à visão da arte brasileira que normalmente chega ao público estrangeiro.

Segundo Afonso Luz, a participação do Brasil como destaque desta edição da Arco deve ser vista também sob o viés pragmático: servirá de medida para avaliar economicamente a recepção dada à arte brasileira. "Tenho a convicção de que só poderemos enfrentar um cenário internacional se tivermos uma visão econômica, e sairmos da idéia de um 'mercado aberto aos produtos culturais' brasileiros", defende. Para viabilizar a participação brasileira, foram investidos 2,6 milhões de reais. "Imagino que teremos um bom retorno não só na área de vendas, mas também um impacto positivo sobre o setor como um todo, forçando-o a organizar-se associativamente para desenvolver seus muitos projetos de inserção mundial no circuito de feiras de arte", aposta.

Onde e quem

As exposições de artistas brasileiros ocupam um andar inteiro de um dos dois pavilhões do evento, que abriga duas coletivas nacionais. No espaço Alcalá 31, está Contraditório, mostra do 30º Panorama da arte brasileira já exibido no MAM-SP e que terá montagem integral em Madri. Já a Casa de América sedia a mostra Heteronímia Brasil.
No Museo Nacional Reina Sofía, os visitantes poderão ver instalações de José Damasceno. Rosângela Rennó e Eder Santos são os nomes da exposição de fotografias e videoarte programada para acontecer na Fundación Canal Isabel II, e produções de Lucia Koch e Marcelo Cidade são abrigadas por La Casa Encendida, além de uma mostra de vídeos de Cao Guimarães.

Como parte da agenda de discussões, no dia 17 de fevereiro, ocorre o Ciclo X de debates. Para discutir "O que é, afinal, a arte brasileira?", estarão presentes o crítico Luiz Camillo Osório, que pela Cosac Naify organizou livro sobre Abraham Palatnik e é autor de outro título sobre Flávio de Carvalho. Sob o tema "A construção de um sistema de artes tardio", falará Laymert Garcia Santos, professor do Instituto de Filosofia e Humanidades da Unicamp e co-autor dos livros A vulnerabilidade do ser: Claudia Andujar e Aleksandr Sokúrov, também publicados pela Cosac Naify. Aos debates também comparecem e colaboram os curadores brasileiros Moacir dos Anjos e Paulo Sergio Duarte.

A participação brasileira se completa, ainda, com uma ampla programação que inclui ciclos de cinema, concertos musicais espalhados por museus e centros de arte de Madri. (Veja a programação completa no endereço www.arco.ifema.es)

Para acompanhar as atividades brasileiras na Arco 2008, o MinC disponibiliza o seguinte endereço virtual: www.cultura.gov.br/brasil_arte_contemporanea.

ARCO 2008 - Feira internacional de arte contemporânea de Madri
De 13 a 18 de fevereiro
Feria de Madrid - Ifema
Apdo. de Correos 67.067
28042
Madri, Espanha
Tel. (+34) 91 722 30 00
arco@ifema.es
www.arco.ifema.es

Veja, abaixo, os artistas brasileiros que participam da Arco 2008 e com livros publicados pela Cosac Naify:

Abraham Palatnik
Carlito Carvalhosa
Carlos Zílio
Carmela Gross
Iole de Freitas
Miguel Rio Branco
Paulo Pasta
Tunga
Waltercio Caldas
Vik Muniz
Rosângela Rennó

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