autores assuntos  
     
   

EXPOSIÇÕES

Acompanhe a agenda dos artistas
do catálogo da Cosac Naify


OUTRAS NOTÍCIAS

Angelo Venosa abre exposição na Galeria Marília Razuk e autografa livros


"Nabuco e a República" traz José Almino, Leopoldo Waizbort e Angela Alonso


Tania K. Rösing, da Universidade de Passo Fundo, analisa Era uma vez uma capa


Hans Belting, autor de O fim da história da arte, fala no Instituto Goethe-SP


Em grande exposição, Paulo Pasta exibe obras inéditas no CCBB-RJ


Luisa Strina recebe exposição de fotografias do livro Paisagem Submersa


Textos e trabalhos inéditos no catálogo da 27ª. Bienal de Arte de SP


Quatro novas monografias na mais completa e cuidada linha de publicações sobre artistas brasileiros


 

Mais vendidos de Julho

 
 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Carta a D., história de um amor
André Gorz
O santo sujo, a vida de Jayme Ovalle
Humberto Werneck
Satolep
Vitor Ramil
Rockers

Bob Gruen
O caldeirão do diabo
André Cypriano
Celular,13 histórias à maneira antiga
Ingo Schulze
Moby Dick
Herman Melville
Crônicas inéditas I
Manuel Bandeira
O livro amarelo do terminal
Vanessa Barbara
Capitu
Paulo Emílio e Lygia Fagundes Telles

 
 
NOTÍCIAS
Acervo Museo Histórico Nacional de Chile
Batalha da Placilla, episódio final da guerra civil chilena de 1891

JOAQUIM NABUCO E A AMÉRICA LATINA
Por Milton Ohata*

O quarto volume da Prosa do Observatório, coleção dirigida por Davi Arrigucci Jr., traz, pela primeira vez, o formato do ensaio e um autor nacional - Joaquim Nabuco (1849-1910) -, um dos grandes intelectuais da história do país, e nome fundamental na reflexão sobre as características do povo brasileiro.

Celso Lafer, exclusivo para o site CN: "a obra transcende os embates da época"

Entrevista com José Almino Alencar, organizador do livro

Entrevista com o chileno Jorge Edwars, autor do prólogo


Balmaceda,
de Joaquim Nabuco
R$ 47
Veja detalhes do livro e compre neste site


Conheça a promoção Prosa do Observatório
Neste livro, Nabuco fala de uma encruzilhada histórica, dessas que marcam a fundo os destinos de um país. O mandato de José Manuel Balmaceda na presidência do Chile abalou a mais estável vida política da América Latina, desembocando na sangrenta guerra civil de 1891 e no suicídio de seu protagonista. Partidário do liberalismo e do laicismo, entusiasta ardoroso da ciência e das novas tecnologias, Balmaceda pretendia industrializar seu país a contrapelo de uma oligarquia latifundiária e católica. Os conflitos de interesse logo tomaram a forma de um confronto armado, opondo o Poder executivo e o Exército contra o Parlamento e a Marinha. Na iminência da derrota, pouco antes de pôr fim à própria vida, Balmaceda incumbe seu ministro Julio Bañados Espinosa de escrever a história de seu mandato e é no exílio em Paris que esse escriba oficial vai levar a cabo sua tarefa, publicando Balmaceda, su gobierno y la revolución de 1891.

Numa série de artigos para o Jornal do Commercio, no Rio de Janeiro que dava o tom da opinião pública Brasil afora, Joaquim Nabuco analisa a obra de Espinosa, alargando o raio de sua significação para toda a América Latina. Reunidos num só volume em 1895, esses artigos não se limitam ao comentário do varejo da história política. A despeito do que havia de específico no caso chileno, ele trazia lições sobre a modernização dos demais países sul-americanos, que deveria forçosamente transformar estruturas sócio-econômicas herdadas de um passado colonial. O Brasil não fugia à regra e Nabuco - que considerava a Monarquia como fiadora da estabilidade política brasileira - promove uma espécie de verificação recíproca de processos políticos que correm em paralelo, de duas terras em transe: o Chile de Balmaceda e o Brasil de uma República nascente, orgulhosa de um positivismo para o qual o progresso da ciência traria necessariamente o progresso social, muito embora estivesse às voltas com facções radicalizadas do próprio Exército e com a Revolta da Armada, sem falar nos massacres de Canudos e do Contestado.

Esta edição de Balmaceda - quinta de um livro reeditado em 1937, 1949 e 2003 - pode ser considerada a melhor de todas. A começar pelo aparato crítico que a acompanha, como que mimetizando a visada dupla do livro. No prefácio, escrito especialmente para esta edição, o premiado ensaísta e romancista chileno Jorge Edwards enriquece nossa visão de Nabuco a partir de uma postura crítica em relação à história de seu próprio país e vê a continuidade de dilemas políticos entre o Chile de Balmaceda e o da Unidade Popular encabeçada por Salvador Allende. O posfácio de José Almino, organizador da edição, traz a contextualização histórica imediata do livro e o situa na linha traçada pela evolução da obra de Joaquim Nabuco, onde este Balmaceda pode ser considerado como uma ante-sala para sua grande análise da política do Segundo Reinado, Um estadista do Império (1897-1899). Complementam a edição uma iconografia cuidadosamente selecionada pela pesquisadora Ana Pessoa e um índice onomástico, indispensável a obras desse gênero.

* Milton Ohata é historiador e doutor pela Faculdade de Filosofia, Letras
e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP)

SAIBA MAIS SOBRE JOAQUIM NABUCO

João Paulo G. Pimenta, professor do departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, comenta a obra

VEJA O QUE PENSADORES DO BRASIL E DA AMÉRICA LATINA DISSERAM SOBRE BALMACEDA: Davi Arrigucci Jr., Celso Lafer e Pablo Neruda

No site de vídeos YouTube.com, você acompanha o filme Heróes: Balmaceda, uma produção para a TV chilena dirigida por Gustavo Graef-Marino ( 2007, 60 min.).

COLEÇÃO PROSA DO OBSERVATÓRIO NA COSAC NAIFY
A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares
O cavalo perdido e outras histórias, Felisberto Hernández
Só para fumantes, Julio Ramón Ribeyro

VOLTAR A NOTÍCIAS