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Solombra – Agência Literária |
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AS RIMAS DE BANDEIRA
A antologia Poemas Religiosos e alguns libertinos,
de Manuel Bandeira, recém-lançada pela Cosac
Naify, foi tema de artigo escrito pelo professor de literatura
brasileira Alcides Villaça, publicado na Folha
de S. Paulo em 21 de julho de 2007. Nele, Villaça
levanta questões a respeito dos critérios usados
na seleção dos textos. O editor do livro, Paulo
Werneck, comentou o assunto e respondeu às observações
em texto publicado no mesmo jornal, em 22 de agosto. Veja,
abaixo, trechos do debate literário.
BANDEIRA SACRO NÃO RIMA COM LIBERTINO
por Alcides Villaça
“Está no título a fácil oposição
que serviu de critério. Fácil, mas muito discutível:
a poesia mais viva não consagra a nitidez artificial
dos maniqueísmos, sobretudo quando o poeta decanta
suas experiências pessoais mais absorventes”.
[...]
“Trata-se de polaridades dramaticamente fixadas ou do
livre movimento da lírica por tudo o que pode imantá-la?
Na raiz da poesia de Bandeira está o sentimento da
imediatez e finitude das coisas, dos fatos e dos seres, limites
que não constringem a experiência da espiritualização,
pelo contrário, intensificam-na”.
Leia
a íntegra
O MANUEL BANDEIRA RELIGIOSO RIMA, SIM, COM O LIBERTINO
por Paulo Werneck
“Ora, o que este livro faz é juntar e não
separar. Não só pela conjunção
aditiva ‘e’ no título, está sublinhada
na edição a presença forte dos ‘acordes
dissonantes’, que Villaça analisa com beleza,
e que muitas vezes ressoam no mesmo poema”.
[...]
“Do ponto de vista comercial, teria sido melhor separar
de fato e lançar duas antologias distintas: uma de
poemas religiosos e outra de poemas libertinos. Seria mais
fácil explicar em que prateleira guardar o livro de
Bandeira. Tomamos o partido oposto, reafirmando o que a poesia
já juntava: a mistura é sempre mais rica, é
mais complexa, não simplifica”.
Leia
a íntegra
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