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Foto: Acervo de Lygia Fagundes Telles
Paulo Emílio e Lygia Fagundes Telles (Paris, 1970)

MACHADO DE ASSIS REVISITADO
Leia este texto em arquivo pdf

Clássico machadiano na visão de Lygia Fagundes Telles e Paulo Emílio

Mais de cem anos após sua primeira edição, Dom Casmurro continua cativando leitores no Brasil e mundo afora. A obra-prima de Machado de Assis tem a capacidade de suscitar ao longo do tempo interpretações variadas, contrastantes e até mesmo opostas, um atestado de qualidade literária atribuído somente à grande arte.

Leia entrevista com
Lygia Fagundes Telles



Capitu,
de Paulo Emílio e
Lygia Fagundes Telles
R$ 34
Veja detalhes do livro e compre neste site


Compra conjunta:

Três mulheres de três PPPês + Cemitério + Capitu
De: R$ 123
Por: R$ 105,20 neste site


Depois de Três mulheres de três PPPês e do inédito Cemitério, a reedição da obra completa de Paulo Emílio Sales Gomes prossegue pela Cosac Naify com a publicação de Capitu, escrito a quatro mãos por ele e Lygia Fagundes Telles. O texto foi o vencedor do Prêmio Candango, no Festival de Brasília de 1969, como melhor roteiro cinematográfico.

Em Capitu, texto recuperado após anos nos arquivos da Cinemateca Brasileira, o casal assumiu o desafio de transpor o livro do Bruxo do Cosme Velho para um roteiro de cinema.

No posfácio, com o tom caloroso de tantos de seus textos, Lygia Fagundes Telles rememora as circunstâncias da época em que foi redigida sua primeira e única parceria com Paulo Emílio, sob uma ditadura militar que já se encaminhava para os anos de chumbo do pós-AI-5:

"Foram longas, sim, as labirínticas conversas sobre os caminhos e descaminhos da aventura, conversas que podiam ser divertidas ou turbulentas. Ásperas ou calmas mas sempre tão empenhadas, ô, Deus!, a obstinada vontade de acertar. E as dúvidas, tantas que o simples clima da exposição de idéias chegava a ter nas madrugadas murmurejantes (varávamos a noite) um certo toque de conspiração", relembra a escritora.

A experiência do roteiro a quatro mãos teve desdobramentos, como revela o apêndice especialmente preparado para a presente edição, que recupera dentre os papéis de Paulo Emílio depositados na Cinemateca Brasileira os esquemas de dois cursos oferecidos a alunos de pós-graduação na Universidade de São Paulo. "Dom Casmurro e o cinema", em 1974, e "Machado de Assis no cinema", em 1975. Ambos com um foco particularmente interessado num dos grandes temas do romance: os olhos.

O crítico possuía várias edições da obra em sua biblioteca, a mais antiga datando de 1950. Como nota Augusto Massi no apêndice da edição, "embora efetivamente não tenha nos deixado um ensaio sobre Dom Casmurro, podemos entrever neste conjunto de anotações um esquema para compreender Machado de Assis. Mais: sete anos depois, a paixão de Paulo Emílio por Dom Casmurro continuava acesa".

LANÇAMENTO
Terça-feira, 9 de setembro de 2008, às 18h30
Petit Trianon
Academia Brasileira de Letras
Av. Presidente Wilson, 203, Castelo - Rio de Janeiro (RJ)
Tel (21) 3974-2500
www.academia.org.br


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COLEÇÃO PAULO EMÍLIO NA COSAC NAIFY
Cemitério
Três mulheres de três PPPês

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