autores assuntos  
     
   

EXPOSIÇÕES

Acompanhe a agenda dos artistas
do catálogo da Cosac Naify


OUTRAS NOTÍCIAS

Angelo Venosa abre exposição na Galeria Marília Razuk e autografa livros


Noite de autógrafos de Lasar Segall: arte em sociedade, de Fernando Pinheiro


"Nabuco e a República" traz José Almino, Leopoldo Waizbort e Angela Alonso


Hans Belting, autor de O fim da história da arte, fala no Instituto Goethe-SP


Em grande exposição, Paulo Pasta exibe obras inéditas no CCBB-RJ


Luisa Strina recebe exposição de fotografias do livro Paisagem Submersa


Textos e trabalhos inéditos no catálogo da 27ª. Bienal de Arte de SP


Quatro novas monografias na mais completa e cuidada linha de publicações sobre artistas brasileiros


 

Mais vendidos de Julho

 
 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Carta a D., história de um amor
André Gorz
O santo sujo, a vida de Jayme Ovalle
Humberto Werneck
Satolep
Vitor Ramil
Rockers

Bob Gruen
O caldeirão do diabo
André Cypriano
Celular,13 histórias à maneira antiga
Ingo Schulze
Moby Dick
Herman Melville
Crônicas inéditas I
Manuel Bandeira
O livro amarelo do terminal
Vanessa Barbara
Capitu
Paulo Emílio e Lygia Fagundes Telles

 
 
NOTÍCIAS
Acervo Museo Histórico Nacional de Chile
Retrato do presidente José Manuel Balmaceda

NABUCO E SUA AGUDA NARRATIVA SOBRE OS DESAFIOS DA GOVERNABILIDADE
Por Celso Lafer*

Balmaceda é uma relevante obra da análise política de Joaquim Nabuco, em boa hora reeditada com apuro e cuidado pela Cosac Naify. São muitos os ângulos a partir dos quais a relevância de Balmaceda pode ser avaliada. No meu entender a obra transcende os embates da época não só pela qualidade da escrita de Nabuco,- que o diferencia dos seus contemporâneos, inclusive os mais eminentes como Eduardo Prado, Rui Barbosa e Rio Branco,- como também pela substantiva atualidade dos seus comentários e da sua exegese política.

Entrevista com José Almino Alencar, organizador do livro

Entrevista com o chileno Jorge Edwars, autor do prólogo


Balmaceda,
de Joaquim Nabuco
R$ 47
Veja detalhes do livro e compre neste site


Conheça a promoção Prosa do Observatório
Menciono, assim, a sugestividade do que ele diz sobre o suicídio de Balmaceda como ato político e da construção de um legado, tema que para nós tem significado próprio em função do suicídio, em 1954, no bojo de uma grande crise política, do presidente Getúlio Vargas.

Nesta breve nota quero destacar dois pontos: a antecipatória e aguda narrativa que fez Nabuco dos desafios da governabilidade na nossa região e a importância por ele atribuída à América do Sul, para a condução da política externa brasileira.

Fragmentação do sistema partidário, dificuldades na formação de uma maioria parlamentar, tentações populistas do Executivo, estruturas oligárquicas do poder, militarismo, o hiato entre pensamento e ação são facetas da presidência Balmaceda que Nabuco examina ao tecer a narrativa de uma grande crise política. São temas recorrentes e atuais do desafio de levar adiante, num contexto democrático, políticas públicas, como apontou Fernando Henrique Cardoso no prefácio à edição chilena de 2000 de Balmaceda. É por isso que cabe reler o que disse Nabuco sobre os problemas da governabilidade democrática e relembrar o critério por ele sugerido para avaliar chefes de Estado sul-americanos. "Para julgá-los é preciso comparar o estado em que receberam o país e o estado em que o deixaram, o inventário nacional quando entram e quando saem" (pág. 212).

Nabuco também aponta que, com o 15 de novembro de 1889, o Brasil começou a efetivamente fazer parte de um sistema político mais vasto pois deixou de ser, com a derrocada da Monarquia, o institucionalmente diferente na região - um Império unitário em meio a múltiplas Repúblicas. Por isso "o observador brasileiro, para ter idéia exata da direção que levamos, é obrigado a estudar a marcha do Continente, a auscultar o murmúrio, a pulsação continental" (pág. 218). Neste auscultar da América Latina destaca um "estado permanente de desgoverno" e a falta de "consciência do Direito, da Liberdade e da Lei" (pág. 219). É um registro sobre "nuestra América" que não perdeu atualidade e é relevante na identificação do interesse nacional, no contexto diplomático da nossa fundamental inserção regional.

* Celso Lafer é jurista, Doutor em Ciência Política, membro da Academia Brasileira
de Letras e Doutor honoris causa pelas Universidades de Buenos Aires
e de Cordoba. Foi ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio (1992) e das Relações Exteriores (2001-2002)


COLEÇÃO PROSA DO OBSERVATÓRIO NA COSAC NAIFY
A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares
O cavalo perdido e outras histórias, Felisberto Hernández
Só para fumantes, Julio Ramón Ribeyro

VOLTAR A NOTÍCIAS