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| Ilustração do russo Guenádi
Spirin para O nariz, de Nikolai Gógol |
COSAC NAIFY RENOVA CLÁSSICOS PARA O
PÚBLICO JUVENIL
O nariz, Kachtanka, As mais belas histórias
das Mil e uma Noites e O alfaiate valente formam
a biblioteca básica de textos universais para jovens
leitores
Empenhada em resgatar o melhor da literatura clássica,
ao lado dos destaques contemporâneos, a Cosac Naify
coloca a disposição do jovem leitor uma verdadeira
biblioteca com obras fundamentais da produção
universal. Em edições renovadas - que também
surpreenderão adultos -, os textos ganham versões
para o português feitas diretamente do original por
tradutores renomados, além de serem ilustrados por
artistas que narram as histórias à sua maneira.
A coleção visa, sobretudo, buscar um diálogo
entre os catálogos infanto-juvenil e adulto, entre
pais e filhos, e especialistas ou que assinem o texto da quarta
capa.
O mais recente é O nariz (2008), escrito pelo
escritor russo de origem ucraniana Nikolai Gógol (1809-1852),
publicado pela primeira vez em 1836. Luiz Fernando Verissimo,
que assina a quarta capa, dá o tom da obra: "Um
conto fantástico em todos os sentidos". Com tradução
e adaptação de Rubens Figueiredo, o livro traz
a fantástica história de contornos nonsense
sobre um nariz que abandona seu posto e sai pela cidade de
São Petersburgo passando-se por um Conselheiro de Estado.
Vistos por um ângulo surpreendente e crítico,
estão ali o autoritarismo, a burocracia paralisante
e o clima de boato que resumem os vícios e costumes
daquela sociedade. Ilustrado pelo russo Guenádi Spirin,
o traço realista das ilustrações contrapõem-se
ao absurdo do texto, acentuando o humor do texto.
Outro grande autor da literatura russa ganhou edição
ilustrada pela Cosac Naify: Anton Tchekhov (1860-1904), que
tem em Kachtanka (2008) um de seus contos mais emotivos.
Considerado um dos mestres do gênero na era moderna,
além de ter produzido importantes obras dramáticas
(A
gaivota, editada pela Cosac Naify, e Tio Vânia),
Tchekhov exerce extrema afetividade para contar a história
da cadelinha que se perde de seu dono e acaba por conquistar
novos e estranhos amigos. É o russo Guenádi
Spirin quem novamente dá contorno à narrativa,
recriando através de suas ilustrações
a trajetória de Kachtanka, que busca se adaptar às
novas condições para poder sobreviver.
Das gélidas terras russas para o universo mágico
do Oriente Médio, o livro As mais belas histórias
das Mil e uma Noites (2007), selecionadas por Arnica
Esterl, não poupa o leitor das disputas entre ladrões
ou das artimanhas de reis e rainhas. As cinco histórias
reunidas no livro são ilustradas pela também
russa Olga Dugina. Com tradução de Alexandre
Flory, o livro recebeu o prêmio de Melhor Tradução
ou Adaptação Reconto pela Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
Arnica Esterl também reconta O alfaiate valente
(2004), fábula dos irmãos Grimm ilustrada pelo
casal russo Olga Dugina e Andrej Dugin, que produzem imagens
surrealistas a partir de pinturas de Hieronymus Bosch (1450-1516)
e Pieter Bruegel (1525-69). As ilustrações mostram
caramujos vestidos por armaduras de guerreiros, um saleiro
que serve de almofada para as agulhas do alfaiate e um elefante
que surge de ponta cabeça no teto, acrescentando um
toque onírico ao texto.
É neste cenário mágico onde se desenvolvem
as ações de um alfaiate que, ao costurar em
seu cinturão a frase "sete de uma vez", ganha
fama de ser o mais valente dos homens, sem que ninguém
imagine seu "feito": matar sete moscas.
Assim, por meio de pequenos achados ou dos mais incríveis
textos da tradição literária, a Cosac
Naify oferece ao leitor o contato com narrativas consagradas,
um bom caminho para se experimentar o mundo através
de temas que há séculos fascinam pessoas de
diversas épocas e lugares.
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