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Imagem: Adagp |
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O perfume Chanel n. 5, criado
em 1920
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"CHANEL ERA A PRÓPRIA PERSONIFICAÇÃO
DA MODERNIDADE"
Por Constanza Pascolato
Entender o poder da imagem foi o maior mérito de
Chanel. Ela sempre se distinguiu por uma postura modernista,
radicalmente inovadora, desde o início de sua carreira,
no começo do século XX.
De origem mais humilde do que jamais confessou, criou uma
maneira de vestir inédita, de simplicidade tão
espantosa que, naquele momento, foi considerada excêntrica
e transgressora. Apaixonada pelo discreto charme do guarda-roupa
masculino, em especial os de seus aristocráticos e
glamurosos amantes, usou tecidos utilitários, em total
desacordo com os pomposos e sufocantes visuais de época,
para fazer roupas basicamente chiques, jovens e casuais. Em
tempos de mulheres submissas, era a própria personificação
da modernidade.
Melhor modelo para suas criações, Chanel esboçou
o perfil de uma nova mulher. A intensidade de sua presença
anulava a de seus rivais. Foi esta força singular que
manteve o constante interesse da mídia. De instinto
fabuloso, relacionou-se intimamente com a vanguarda intelectual
e artística para se apropriar dos espíritos
mais inovadores de sua época. “Ela superou todas
as modas para criar um estilo”, disse Jean Cocteau em
1930. O que, afinal, é a única maneira de transformar
a vulgaridade da existência em uma obra de arte viva.
O incomparável estilo Chanel até hoje é
o único que pode ser reconhecido à primeira
vista.
Escrito pela romancista Edmonde Charles-Roux, este livro traz
mais que um belo relato sobre uma vida e uma obra extraordinárias.
Com cerca de quatrocentas fotografias, entre magníficos
retratos e desenhos de moda, é um álbum fabuloso,
que decifra a trajetória do um ícone de toda
uma era, a era Chanel.
LEIA
TEXTO DE ELENI KRONKA
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