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| Série Canaviais (1984), que está
na monografia Paulo Pasta (Cosac Naify, 2008) |
QUARENTA OBRAS DE PAULO PASTA - A
METADE INÉDITA - NO CCBB-RJ
Mestre na manipulação das cores, o
artista tem monografia publicada
pela Cosac Naify
* Com informações da assessoria de imprensa
do CCBB-RJ
Um espetacular jogo cromático é uma boa maneira
de definir a pintura de Paulo Pasta, cujas pinceladas alternam
camadas espessas de tinta e faixas diluídas de pigmento,
em um gesto de efeito sedutor e surpreendente. A experiência
poderá ser vivenciada a partir de 11 de agosto, no
Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, onde o
artista fará sua primeira grande exposição
individual na cidade, com a exibição de quarenta
obras, entre as quais vinte trabalhos inéditos. A exposição
ocupará três salas do primeiro andar do CCBB,
reunindo aos trabalhos inéditos algumas das mais emblemáticas
obras produzidas entre 2005 e 2007.
A curadoria da mostra é de Ronaldo
Brito, para quem a pintura de Paulo Pasta "traduz uma
biografia íntima. Uma índole serena e contemplativa
que não exclui, contudo, incertezas e dúvidas.
É uma pintura silenciosa, meditativa; suas formas singelas,
nem abstratas, nem figurativas, se velam e se desvelam diante
de nossos olhos, apontando para indefinições.
Uma pintura que se recusa a exibir e apenas prenuncia, menos
do que formas latentes, a latência das formas".
Para Paulo Pasta, a exposição dá continuidade
a uma pesquisa de dois anos. "Em 2006, na Pinacoteca
de São Paulo, realizou-se uma espécie de retrospectiva
do meu trabalho e ali já se notavam algumas mudanças:
pinturas mais fluidas, mais ágeis na articulação
com o espaço. Na verdade, há uma intensificação
da cor, promovendo um contraste maior entre elas. Ao mesmo
tempo em que as cores se afirmam, elas também se esquivam.
Para mim, a presença tem um poder igual ao da ausência",
diz o artista.
Grande parte da obra do artista está compilada em
Paulo Pasta (Cosac Naify, 2006), com organização
de Tadeu Chiarelli e textos de Lorenzo Mammì, Paulo
Venancio Filho e José Bento Ferreira. O livro documenta
a trajetória do artista paulista - iniciada nos anos
1980 e hoje internacionalmente reconhecida como um dos principais
trabalhos da pintura brasileira - e constitui sua monografia
mais completa.
Inicialmente sob a influência a Volpi e Morandi, a
obra de Paulo Pasta hoje inclui também Dacosta e Eduardo
Sued, num trabalho que se revela aos poucos, em sintonia com
o ritmo lento da passagem na tela de uma coluna de cor a outra.
"Paulo Pasta é um colorista muito pessoal, muito
sutil", ressalta o curador Ronaldo Brito ao destacar
que a experiência do artista com a cor é absolutamente
singular na arte brasileira. "Ele está no auge
da força; sua poética é reflexiva e verdadeira;
suas obras têm algo de sublime, algo de casual. São
os produtos diletos de um colorista apaixonado e vão
se distinguindo de todas as outras cores, de todas as outras
pinturas".
Paulo Pasta
De 12 de agosto a 21 de setembro
Centro Cultural Banco do Brasil - RJ
Rua Primeiro de Março, 66 - Rio de Janeiro (SP)
Tel: (21) 3808.2020
www.bb.com.br/cultura
Entrada franca
NA COSAC NAIFY
Rodrigo
Andrade, de Alberto Tassinari e Taísa Palhares
Rasura,
de Luiz Zerbini
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