Foto: divulgação |
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| A garçonete Takeko Oyama, entrevistada pela atriz
Mariko Okada, em episódio filmado por Kiju Yoshida
para Bem-vindo a São Paulo |
FILME ORGANIZADO POR LEON CAKOFF E
RENATA DE ALMEIDA REÚNE
17 OLHARES DE DIRETORES DE TODO O MUNDO SOBRE
SÃO PAULO
Uma São Paulo vista por quinze cineastas
estrangeiros - dentre os quais três com livros na coleção
Mostra Internacional de Cinema / Cosac Naify -, mais os
enfoques de Leon Cakoff e Daniela Thomas, todos à procura
das peculiaridades da metrópole, na tentativa de traduzir
em imagens a maior cidade da América do Sul.
O resultado pode ser visto em Bem-vindo a São
Paulo, longa-metragem em cartaz em São Paulo e
em breve em outras capitais brasileiras. O caos, a diferença
social, o caldeirão de culturas e a fragmentação
do espaço urbano e de seus moradores compõem
uma crônica de reflexão sobre a cidade.
O projeto iniciou-se em 2003, quando alguns diretores internacionais
se aventuraram, com uma câmera na mão e sem roteiro
definido, a andar pelas ruas da capital a procura de algo
que os fizesse refletir sobre a metrópole que mal conheciam.
Entre eles, o israelense Amos Gitaï, que opta pela solidão
nos corredores de um hotel de arquitetura futurista, e seu
contra-ponto visto da janela, de onde se percebe a agitação
incessante da cidade. Tudo está no episódio
"Modernidade".
"A garçonete" mostra a visita de Kiju Yoshida
(Japão) ao bairro da Liberdade, um encontro com a maior
colônia japonesa do mundo. As dificuldades de adaptação
dos imigrantes à cultura brasileira são trazidas
pelas palavras de Takeko Oyama, uma senhora que trabalha como
garçonete de um restaurante japonês. A entrevista
é conduzida pela atriz Mariko Okada, mulher de Yoshida
e primeira dama do cinema no Japão.
Em "Esperando Abbas", Leon Cakoff recria o encontro
entre Abbas Kiarostami e um ex-morador de rua, filmagem inspirada
na maneira de trabalhar do cineasta iraniano.
O diretor da Mostra de Cinema também dirige "Natureza-morta"
ao lado de Renata de Almeida, registro de uma exposição
fotográfica e suas várias gerações
de espectadores, um elogio à memória.
A arte final de Bem-vindo a São Paulo - um
título irônico quando se pensa nas adversidades
nele mostradas - fica por conta da unidade criada na montagem
de Cristina Amaral e Leon Cakoff, em uma sucessão de
episódios articulados por um sistema de vinhetas. O
filme ainda traz a narração de Caetano Veloso,
que canta sua emblemática Sampa em dois fragmentos
do filme.
Em cartaz no Espaço Unibanco e Frei Caneca Unibanco
Arteplex
Conheça os livros de Amos
Gitaï, Abbas
Kiarostami e Kiju
Yoshida editados pela Cosac Naify em parceria com a Mostra
Internacional de Cinema de São Paulo
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