© Flannery O`Connor Collection, Georges College e State University Library |
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| Reiterados convites foram feitos por Flannery
O´Connor para que Bishop a visitasse |
DE FLANNERY O´CONNOR PARA ELIZABETH
BISHOP
Missiva à poeta norte-americana
que viveu no Brasil revela mais sobre a misteriosa autora
de Contos completos; leia cartas na íntegra
A escritora Flannery O´Connel (1925-1964) viveu a maior
parte de sua vida reclusa a poucos quilômetros da cidade
de Milledgeville, na Geórgia (EUA), em companhia de
sua mãe. Ainda assim, arriscou comparações
entre o Brasil e o sul norte-americano, ao comentar sobre
a postura reducionista de leitores que desconsideraram sua
literatura porque nela seus personagens "nunca se casam".
A observação foi feita em carta à poeta
Elizabeth Bishop (1911-1979), com quem Flannery manteve correspondência
por longo período. Bishop viveu cerca de vinte anos
no Brasil e acompanhou de longe a produção literária
de sua conterrânea, recebendo recorrentes convites para
que fosse visitá-la na Geórgia.
Marcadas sobretudo por confissões intelectuais, nas
cartas aparecem figuras como a narradora sulista Carson McCullers
e o poeta Robert Lowell, amigo em comum de ambas. Em 9 de
abril de 1959, Flannery revela insegurança quanto ao
seu The violent bear it away, por fim publicado em
1960: "estou tentando decidir se é bom ou não
antes de enviá-lo ao editor", revela.
Na escrita epistolar, podem-se colher ainda pinceladas da
realidade que a cercava (a presença de imigrantes poloneses,
como no conto "O Refugiado de Guerra") e a violência
latente impressa no Sul norte-americano, segregacionista e
puritano, que em sua fazenda, ao contrário do que ocorre
em seus contos, por sorte não era levada "às
suas conclusões lógicas". Exemplo disso
está na passagem em que Flannery conta sobre os ataques
sofridos por ela, católica fervorosa em meio ao protestantismo
dominante, quando publicou Sangue sábio (Wise
Blood,1952): "Imagino que um livro como o meu atraia
todo tipo de lunáticos".
A seguir, leia na íntegra as cartas escritas por Flannery
O´Connor entre janeiro de 1957 a abril de 1960 e enviadas
a Elizabeth Bishop, em tradução de Alexandre
Barbosa de Souza.
Copyright - todos os direitos reservados
13 de Janeiro de 1957
"Cara senhorita Bishop,
Você foi muito simpática ao me escrever e significa
muito para mim saber que você leu e gostou de meus contos.
[...]"
Leia
carta na íntegra
6 de Fevereiro de 1958
"Cara Elizabeth,
Muito obrigada por me enviar "O diário
de Helena Morley". Nós duas gostamos. Minha mãe
pegou primeiro e não conseguiu evitar de ler em voz
alta... [...]"
Leia
carta na íntegra
1º de Junho de 1958
"Querida Elizabeth,
Fomos à Europa e eu consegui sobreviver, mas minha
aptidão para ficar em casa agora atinge a perfeição
e está carimbada, selada & vai durar para o resto
da vida. [...]"
Leia
carta na íntegra
9 de Abril de 1959
" Querida Elizabeth,
Ficarei muito feliz se você resenhar o livro. Parece
que está esgotado mas escrevi à sra. Porter,
da [editora] Signet, para ver se conseguem me mandar alguns.
[...]"
Leia
carta na íntegra
23 de Abril de 1960
" Querida Elizabeth,
As fotografias são lindas e fiquei contente de saber
que você voltou de sua visita ao Amazonas e não
foi empurrada por um daqueles búfalos domésticos
e derrubada no chão. [...]"
Leia
carta na íntegra
COLEÇÃO MULHERES MODERNISTAS
Contos completos, Virginia Woolf
Contos, Katherine Mansfield
A fazenda africana, Karen Blixen
Anedotas do destino, Karen Blixen
O homem sentado no corredor / A doença da morte, Marguerite Duras
Sete narrativas góticas, Karen Blixen
O amante, Marguerite Duras
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