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Marcos Gorgatti |
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| Escultura de Amilcar de Castro (em primeiro
plano), no Instituto de Arte Contemporânea |
NOVO ESPAÇO EXPÕE OBRAS
DE GRANDES DA ARTE CONTEMPORÂNEA
Há dez anos, era formalizado o projeto
do Instituto de Artes Contemporâneas em São Paulo,
idealizado pela galerista Raquel Arnaud com apoio de amigos
e colecionadores. Na época, foi possível criar
a área administrativa, início do caminho para
abertura de um espaço permanente de exposições.
O local: parte do edifício Joaquim Nabuco, pertencente
à Universidade de São Paulo, no Centro Universitário
Maria Antônia, onde funcionou a Faculdade de Filosofia,
Ciências Humanas e Letras até a década
de 1960. Um local emblemático, muitas vezes palco de
iniciativas vanguardistas.
Agora o projeto consolida-se com a inauguração
dos espaços expositivos, após uma significativa
intervenção arquitetônica, marcada pela
mostra "Campo Ampliado", com obras de Amilcar de
Castro (1920-2002), Mira Schendel (1919-1988), Sergio Camargo
(1930-1990) e Willys de Castro (1926-1988), artistas que compõem
o núcleo permanente do Instituto. Com curadoria de
Paulo Sergio Duarte, a mostra será inaugurada nesta
terça-feira, 27 de novembro, e abre-se ao público
a partir do dia 28 de novembro até 30 de março
de 2008. O espaço foi dividido em quatro partes, privilegiando
os aspectos de cada artista, suas singularidades e complexidades.
Também estão incluídos trabalhos dos
artistas predecessores Alfredo Volpi, Jean Arp e Lucio Fontana,
além dos contemporâneos Arthur Luiz Piza, José
Resende e Tunga, todos em diálogo com os quatro artistas
principais.
Raquel conviveu proximamente com esses artistas, que representam
grande parte do que de mais importante foi criado na arte
contemporânea brasileira. A idéia de se criar
um local de referência para a arte contemporânea
e também de pesquisa sobre este universo tem origem
em sua nomeação para cuidar do espólio
de Sergio Camargo, morto em 1990, conforme Raquel conta em
entrevista a Rodrigo Naves, publicada no livro Raquel
Arnaud e o olhar contemporâneo (Cosac Naify,
2005). "Também havia trabalhado com Willys de
Castro e Mira Schendel, artista cujas obras eu adorava e que
também foram grandes amigos meus. Então pensei
em reuni-los em um instituto de arte", revela a galerista.
A exposição do acervo permanente é composta
por 75 obras, que não estão à venda.
"O IAC não tem fins lucrativos. No entanto, a
divulgação e a institucionalização
desses artistas favorecem a valorização de suas
obras. Para tanto, estamos formulando projetos de incentivo
de doações de acervo, quando isso não
acontecer de forma voluntária", revela Raquel
Arnaud.
Como parte do projeto, o Núcleo de documentação
e pesquisa do IAC trabalha na digitalização
de 4 mil imagens e na organização de 7 mil documentos,
materiais relacionados aos artistas e suas obras. "A
idéia é organizar a documentação
que já possuímos, oferecer condições
de pesquisa e exposições que tenham uma boa
duração", explica a galerista. Idéia
realizada, com grande apuro formal e agora entregue à
fruição do público, sem nenhuma cobrança
de ingressos.
EXPOSIÇÃO Campo Ampliado
De 28 de novembro de 2007 a 30 de março de 2008, de
terça a domingo,
das 10h às 18h.
Instituto de Arte Contemporânea
www.iacbrasil.org.br
R. Maria Antônia, 258, Vila Buarque.
Informações e agendamento de visitas pelo tel.
(11) 3255 7182
NA COSAC NAIFY
Livros de artistas com obras expostas no Instituto de Arte
Contemporânea:
Corte
e dobra: Amilcar de Castro, de Tadeu Chiarelli
Amilcar
de Castro, de Alberto Tassinari
Mira
Schendel, de Maria Eduarda Marques
Sergio
Camargo, de Ronaldo Brito
Willys
de Castro, de Roberto Conduru
Arthur
Luiz Piza, de Christine Frérot e Michel Nuridsany
Volpi,
de Lorenzo Mammì
José
Resende, de Patrícia Correa
Barroco
de Lírios, de Tunga
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