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| León Ferrari (primeiro à direita) com seu troféu, em Veneza |
LEÓN FERRARI RECEBE O PRÊMIO
MÁXIMO DA BIENAL DE VENEZA
O júri internacional da 52a. Bienal
Internacional de Veneza, ora em curso na cidade italiana,
divulgou em 17 de outubro suas premiações desta
edição da mostra. Um dos prêmios máximos
contemplou o artista argentino León Ferrari, que compareceu
ao evento para receber seu Leão de Ouro. A decisão
foi recebida com polêmica pela imprensa da Itália,
país eminentemente cristão, por causa de obras
como o Cristo crucificado sobre a fuselagem de um bombardeiro.
Entre centenas de outras obras, essse trabalho, intitulado La civilización occidental y cristiana,
foi exibido em São Paulo, em 2006, numa grande retrospectiva
do artista na Pinacoteca do Estado, acompanhada do denso catálogo
publicado por esta editora: León
Ferrari: Retrospectiva. Obras 1954-2006.
O júri de Veneza justificou assim sua premiação:
"O artista em questão continua a desenvolver uma
prática crítica no contexto de uma situação
política e social bastante adversa. Outorgamos-lhe
essa premiação não só por sua
coerência ética, mas também pela relevância
estética de sua obra no panorama contemporâneo,
surpreendente tratando-se de trabalhos concebidos ao longo
dos últimos sessenta anos".
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