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| Rodrigues, que estreou como uma das melhores
surpresas na literatura contemporânea |
À MARGEM DA LINHA
GANHA TERCEIRA EDIÇÃO ESTRANGEIRA,
AGORA NA FRANÇA
Cosac Naify prepara o lançamento de novo
livro de Paulo Rodrigues, ainda para 2009
A história de dois meninos que deixam a casa da mãe para seguirem os trilhos do trem, descalços, à procura do pai ausente, escrita por Paulo Rodrigues, esperou quinze anos por um editor, até que, em 2001, depois de ser literalmente garimpada por Augusto Massi, foi lançada pela Cosac Naify, sob o título de À margem da linha.
Saudada como uma das mais bem-vindas surpresas da literatura brasileira nas últimas décadas – o autor, na época com 53 anos, foi comparado a contemporâneos de primeiro time, como Raduan Nassar (o primeiro a reconhecer o valor literário de Rodrigues, em 1977, quando o premiou num concurso da Telesp do qual foi jurado) e Milton Hatoum –, À margem da linha ganha agora a terceira edição internacional, pela francesa Folies d'Encre (tradução de Phillipe Poncet), que publica Travessia, de Carlos Heitor Cony, e Max e os felinos, de Moacyr Scliar. A obra já havia sido lançada em Portugal, pela editora Temas e Debates (2005), e na Espanha, pela catalã Edicions del Salobre (2006).
“Paulo Rodrigues maneja a língua de forma invejável", disse Raduan Nassar sobre a estreia do paulistano, que conquistou o Prêmio APCA como escritor revelação, em 2001. “À margem da linha tem ingredientes para sugerir que o Brasil está diante de um fenômeno literário próximo do neo-realismo italiano”, vislumbrou o jornalista Antonio Gonçalves Filho, (revista Época, 23/11/2001), ao analisar a relação familiar da narrativa, cuja força-motriz está na absoluta admiração que o irmão mais novo nutre pelo mais velho, mas que não impede uma ruptura.
Depois de aberta a porta, Rodrigues comprovou ser um escritor
(e não apenas uma grata novidade) ao lançar
Redemoinhos (Cosac Naify, 2004), livro de contos
que toma um caminho diverso de À margem da linha
: naquele, a contenção e o silêncio que
permeiam a relação quase mítica dos irmãos
andarilhos dão lugar à explosão de sentimentos
capazes de cortar os canais de contato dos personagens com
o mundo.
Ainda neste ano, a Cosac Naify lança a terceira obra de Paulo Rodrigues, As vozes do sótão. Dividido em duas partes, o livro traz, na primeira, as lembranças de infância do narrador, entrecortadas por trechos de anotações que faz em cadernos; na segunda, o personagem viaja a Montevidéu, onde se apaixona por uma dançarina de cabaré.
NA COSAC NAIFY
Satolep, de Vitor Ramil
Livro dos homens, de Ronaldo Correia de Brito
O volume do silêncio, de João Anzanello Carrascoza
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