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Marília Garcia, que está entre os finalistas do prêmio literário Portugal Telecom

20 POEMAS PARA O SEU WALKMAN É FINALISTA DO PORTUGAL TELECOM

Livro da poeta e tradutora Marília Garcia, editado pela Cosac Naify e 7Letras, concorre a um dos maiores prêmios literários do país


20 Poemas para o seu walkman , de Marília Garcia
R$ 28
Veja detalhes do livro e compre neste site

O livro 20 Poemas para o seu walkman, da carioca Marília Garcia, co-editado pela Cosac Naify e 7Letras, está entre os finalistas da sexta edição do prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira.

Na lista de selecionados também estão Antonio (Editora 34), de Beatriz Bracher; Eu hei-de amar uma pedra (Objetiva), do português Antonio Lobo Antunes; Histórias de literatura e cegueira (Record), de Julián Fuks; Laranja seleta (Língua Geral), de Nicolas Behr; O amor não tem bons sentimentos (Iluminuras), de Raimundo Carrero; O filho eterno (Record), de Cristovão Tezza; O sol se põe em São Paulo (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho; Os da minha rua (Língua Geral), do angolano Ondjaki; e Tarde (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto.

O júri final, composto por Flora Sussekind, Benjamin Abdalla Júnior, Maria Lúcia Dal Farra, Carmen Lúcia Tindó Secco, José Castello e Rita Chaves, escolherá os três ganhadores, que receberão R$ 100 mil (primeiro lugar), R$ 35 mil (segundo lugar) e R$ 15 mil (terceiro lugar). Os prêmios serão entregues no dia 29 de outubro, na Casa Fasano, em São Paulo.

"Viagem ao infinito"
A carioca Marília Garcia lançou 20 Poemas para o seu walkman no início de 2007, aos 27 anos. Antes, a poeta e tradutora havia publicado Encontro às cegas (Moby Dick, 2001), com apenas 21 anos.

O segundo livro foi escrito entre um deserto mexicano, as palmeiras do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Nova York. Tateando um percurso múltiplo, o leitor é levado a mergulhar numa diversidade de vozes e línguas da qual apreende o espírito anacrônico e clandestino da viajante, em tempo e espaço. Segundo o jornalista e escritor Joca Reiners Terron, a viagem do leitor se dá "às cegas [...], da Catalunha a Paris e de lá ao infinito" (Folha de S. Paulo, 24/02/2007).

Leia abaixo o poema "Num dia branco". Para seu walkman.

Num dia branco

s egura a borda da mesa com
O cabelo vermelho vamos
Para a polônia

ver a neve
andava tão dispersa assim
ele nunca conheceu a família com ganas
de frio. sempre aquele
movimento
preciso ler outras
coisas a frase cortada
no mesmo ponto fresta de luz
onde fala uma gargalhada
assomada à janela quando o vê
do outro lado da rua procurando o
castelo.
cabelo curto, segura a ponta
da mesa e mastiga as sílabas
em sua língua.


SAIBA MAIS SOBRE MARÍLIA GARCIA


COLEÇÃO ÁS DE COLETE NA COSAC NAIFY
Belvedere [1971-2007], de Chacal
Poemas [1975-2005], de Júlio Castañon Guimarães
Poesia reunida [1969-1996], de Orides Fontela

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