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| "Poucos artistas jovens conseguem
transformar a herança recebida da tradição
como o paulista Paulo
Pasta, 32", escreveu Antonio Gonçalves
Filho em artigo de outubro de 1991, no jornal Folha
de S. Paulo. Acima, Cama de gato azul (
2007), de Pasta |
TRAJETÓRIA DO CRÍTICO ANTONIO
GONÇALVES FILHO RECONSTRÓI
O PERCURSO DA ARTE BRASILEIRA
Jornalista aborda a obra de 49 artistas brasileiros
em textos críticos, entrevistas e reportagens produzidas
no calor de um lançamento ou exposição
É lembrando o Abecedário de
Gilles Deleuze, série de entrevistas com o filósofo
francês filmada no final da década de 1980, que
Antonio Gonçalves Filho apresenta Primeira Individual:
25 anos de crítica de arte: "Já me
sinto, como diria Deleuze, reduzido ao estado de puro arquivo,
de folha de papel. E, parafraseando mais uma vez o filósofo,
isso me anima e consola muito".
Em seu segundo livro pela Cosac Naify, Gonçalves Filho
apresenta uma seleção de sua melhor produção
jornalística entre 1983 e 2008, publicada nos principais
veículos do país para os quais trabalhou ou
colaborou: O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo,
Valor Econômico, Veja e Bravo. O volume,
dedicado às artes plásticas, segue A
palavra náufraga - ensaios sobre cinema, uma
reunião de textos críticos sobre cinema, e consolida
sua posição entre um dos mais importantes críticos
brasileiros em atuação.
Primeira individual também coloca o jornalista
lado a lado com dois ícones mundiais da crítica,
contemplados pelo catálogo da editora: David Sylvester,
que em Sobre
arte moderna elucida o desenvolvimento da arte no
período pós-guerra, e Mário
Pedrosa, que teve sua trajetória de crítico
de arte recontada pela professora Otília Arantes em
Mário
Pedrosa: itinerário crítico.
Em seu novo livro, Gonçalves Filho percorre a obra
de 49 artistas brasileiros e três movimentos (Construtivismo,
Neoconcreto e Semana de Arte Moderna de 22), acompanhando
não apenas o desenvolvimento destes artistas ao longo
do período como também o amadurecimento da arte
brasileira. Rodrigo Naves, no texto da orelha do livro, reflete
sobre esse percurso. "Não vemos apenas o crítico
em seu processo de formação. Observamos a própria
arte brasileira mover-se em direção a uma melhor
compreensão de si mesma, de suas realizações,
conquistas e percalços".
Em cada verbete deste "abecedário de arte moderna
e contemporânea", os textos estão organizados
em ordem cronológica e contemplam críticas,
entrevistas e reportagens produzidas no calor de um lançamento
ou exposição. Os artistas retratados também
fazem parte de um período abrangente, que começa
com Semana de Arte Moderna de 22 e Lasar Segall, passa por
Hélio Oiticica, Lygia Pape, Mira Schendel, Cildo Meireles,
Nuno Ramos, entre outros.
Leia, na íntegra, dois textos de Antonio Gonçalves
Filho, publicados no livro Primeira individual: 25 anos
de crítica de arte
• Entrevista
com o artista Cildo Meireles [Valor Econômico,
21/07/2000]
• Artigo
sobre o fotógrafo Otto Stupakoff [O Estado
de S. Paulo, 12/12/2006]
SAIBA MAIS SOBRE ANTONIO
GONÇALVES FILHO
ARTE NA COSAC NAIFY
Entrevistas
com Francis Bacon, de David Sylvester
O
espaço moderno, de
Alberto Tassinari
Diálogos
com Iberê Camargo,
de Sônia Salzstein (org.)
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