 |
A PRINCESINHA MEDROSA ESTRÉIA
NA COSAC NAIFY E COMPLETA A OBRA DE ODILON MORAES NA EDITORA
Prêmio de Melhor Livro para Crianças,
em 2002, concedido pela FNLIJ, A princesinha medrosa
ganha edição revista e aprimorada pela Cosac
Naify, consolidando o trabalho com Odilon Moraes. Após
publicar Pedro e Lua (2004, também premiado
pela FNLIJ), a editora tem o orgulho de apresentar o primeiro
livro deste talentoso autor, que vem desenhando a literatura
infanto-juvenil brasileira de alta qualidade. Texto de quarta
capa assinado pela consagrada autora alemã Jutta Bauer,
nova capa e ilustrações inéditas são
algumas das novidades desta obra adotada em diversas escolas.
Neste livro, a pequena – e aparentemente frágil
– princesa usa toda autoridade e prepotência para
lidar com seus maiores inimigos: os medos do escuro, da solidão
e da pobreza. Numa estrutura narrativa que lembra as fábulas
clássicas, assistimos como a pequena princesa passa
dias e dias construindo anteparos, escondendo-se nos muros
do palácio
para afastar tais medos, independentemente das conseqüências
de seus atos.
Assim, o Sol fica proibido de apagar, os súditos são
obrigados a dormir dentro do palácio e os trabalhadores
não podem descansar. Com toda sutileza característica
das obras de Odilon, a pequena princesa não percebe
que seu medo é, na verdade, do próprio medo.
E, enquanto se ocupa em temer o invisível e o improvável,
ela deixa escapar a própria felicidade.
Será com a ajuda de um garoto, que lhe ensina a ouvir o sussurro das estrelas, que ela conseguirá lidar com a tristeza.
Na
quarta capa, Jutta Bauer exalta o talento de Odilon: “Como
um grande cozinheiro, ele acrescenta alguns temperos secretos
à receita. Com isso, faz da fábula algo inconfundivelmente
seu. Um desses temperos é uma boa pitada de humor suave
e carinhoso. Nós aprendemos a gostar da princesinha.
Compartilhamos as preocupações e a felicidade
dela”.
SEM MEDO DE MUDAR
"Preparar a reedição de um livro não
é das tarefas mais simples. Há algo como
percorrer um álbum de fotos antigas. Se, por um lado,
sentimos a nostalgia de uma cabeleira mais cheia, de uma pele
mais viçosa, nos assustamos ao deparar com um ângulo
em que não nos reconhecemos, como se só a passagem
do tempo tivesse revelado a nossa identidade, ainda que escondida
dentro da gente. Vemos o que fomos à luz do que nos tornamos.
Podemos olhar nossos antigos trabalhos sob essa perspectiva.
Ao reavaliá-los devemos ponderar o quanto as alterações
de uma nova edição devem guardar de seu frescor
original. O quanto uma outra capa, fonte, papel e até
trechos reescritos podem se encarregar de, através de
sutis decisões, eliminar ruídos que se tornaram
mais evidentes ao longo do tempo.
Espero, com a ajuda de meus editores, ter chegado a uma edição
cujas diferenças em relação à primeira
(sem diminuí-la, ainda tenho grande carinho por ela)
tentam aproximá-la de sua vontade inicial, mesmo que
delineada à partir do que somos hoje".
Odilon Moraes
SAIBA MAIS SOBRE
ODILON MORAES
OUTROS LIVROS DO AUTOR PELA COSAC NAIFY
Pedro e Lua
Ismália (Alphonsus de Guimaraens)
Coleção Dedinho de Prosa:
O homem que sabia javanês (Lima Barreto)
O presente dos magos (O. Henry)
Será o Benedito! (Mário de Andrade)
|
 |