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COSAC NAIFY AMPLIA SEU CATÁLOGO DE ARTE COM EDIÇÕES BILÍNGUES SOBRE QUATRO ARTISTAS BRASILEIROS

Reconhecida pela qualidade de suas publicações sobre arte e com mais de 150 títulos deste gênero, a editora Cosac Naify lança em um mesmo mês quatro livros sobre as obras de Waltercio Caldas, Célia Euvaldo, Rodrigo Andrade e Angelo Venosa, artistas plásticos cujas produções estão em pleno fôlego e compõem o mais instigante cenário das artes brasileiras.

ANGELO VENOSA, WALTERCIO CALDAS, CÉLIA EUVALDO E RODRIGO ANDRADE

DESCONTOS ESPECIAIS EM COMPRAS CONJUNTAS


Especial MONOGRAFIAS BRASILEIRAS 2008 - 3 livros




Especial CÉLIA EUVALDO -
2 livros





Especial WALTÉRCIO CALDAS - 2 livros

Publicado pela primeira vez em 1982 pela Coleção Arte Brasileira Contemporânea (lançada no final dos anos 70 pela Funarte) Manual da ciência popular (Manual of popular science, no volume em inglês), de Waltercio Caldas, chega em nova edição revista e ampliada, com texto de Paulo Venancio Filho, além dos prefácios do artista às duas edições. Aqui não se trata de um reexame de sua produção, mas sim da apresentação de uma clara proposta de extrapolar os sentidos comuns e propor novas visões sobre objetos cotidianos; uma brincadeira pelo campo dos sentidos, enfim. Séries de outros trabalhos foram incorporadas ao que o artista chamou de "estados-de-imagem", de maneira a oferecer uma nova dinâmica e atualizar esta passagem do percurso artístico de Waltercio.

Também em edições bilíngües português/ inglês, os livros de Rodrigo Andrade e Célia Euvaldo cobrem especialmente os trabalhos produzidos durante a década de 1980, alcançando pontos-chave de experimentação nos anos 1990 para chegar a produções atuais.

Influenciados pelo estilo minimalista, em Célia Euvaldo os inconfundíveis traços da artista estão reunidos pela primeira vez em livro, abarcando suas produções mais recentes. A trajetória revisitada inicia-se no final dos anos 1980 e avança sobre todas as fases de experimentação de sua pincelada insistente, primeiro na vertical, passando pela forma circular e alcançando outros desdobramentos, como as grandes telas negras do final da década de 1990 e as telas atuais, nas quais tanto o fundo como o desenho estão na cor branca. Textos de Alberto Tassinari e Marco Silveira Mello abordam os significados e características de Célia, que comenta, ela mesma, sua cronologia.

Rodrigo Andrade apresenta, também pela primeira vez, a obra do artista desde suas primeiras pinturas, marcadas por características neo-expressionistas, pendendo entre o figurativismo e o abstrato, para depois revelar as massas coloridas produzidas a partir do final dos 1990, quando seu estilo passa a ganhar novas e surpreendentes transformações. Taisa Palhares e novamente Alberto Tassinari dedicam texto à trajetória do artista, que fazia parte de um dos mais famosos agrupamentos de artistas da década de 1980. Além disso, é o próprio Rodrigo Andrade quem comenta as principais passagens de sua vida, como a criação do ateliê coletivo Casa 7 até seus projetos de intervenção e sua experiência cinematográfica.

ANGELO VENOSA

Um abrangente ensaio do crítico Luiz Camillo Osório acompanhado de textos de Flora Süssekind, Ivo Mesquita, Lorenzo Mammì e Ronaldo Brito discorrem sobre a obra deste importante artista plástico brasileiro cuja obra ganha destaque a partir da década de 1980.

Segundo Osório, embora Angelo Venosa faça parte da chamada "Geração 80", sua peculiaridade está no tom desencantado que marca sua produção, em contraste com a festividade de seus contemporâneos. Sua trajetória é avaliada em duas "etapas poéticas": a primeira, de 1985 a 1994, na qual imperam as estruturas de madeira; a segunda, a partir de 1996, imagens fragmentadas do corpo humano ocupam grande espaço de sua criação, apontando para a segmentação de matéria e forma.

Com vasto registro fotográfico, a edição bilíngüe português/ inglês traz, ainda, entrevista do artista ao escritor Bernardo Carvalho.

Veja fotos do lançamento em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, dia 2 de abril de 2008.

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