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Stapleton Collection/
CORBIS/ LatinStock |
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Vaso grego do século XIX que
retrata Cassandra ilustra edição
da Cosac Naify |
AUTO DA SIBILA CASSANDRA NO FESTIVAL DE TEATRO DE
CURITIBA
Trechos da obra castelhana de Gil Vicente, inédita
em português pela Cosac Naify, serão encenados
pelo "Teatro de livro", da companhia Os Satyros
Para a surpresa até mesmo dos mais íntimos
conhecedores da obra vicentina, o Auto
da sibila Cassandra, encenada num mosteiro na véspera
do Natal de 1513, em homenagem à rainha D. Leonor,
foi lançada no início deste ano pela Cosac Naify
em tradução inédita para o português.
Trata-se de um dos poucos autos escritos pelo "pai do
teatro português" em castelhano - a versão
e a organização do texto foram feitas pelos
professores Orna Messer Levin e Alexandre Soares Carneiro,
com ensaio de Leo Spitzer e ilustrações.
Dentre os admiradores de Gil Vicente está
a companhia paulista de teatro Os
Satyros, que agora leva o Auto da sibila Cassandra
ao projeto "Teatro de livro", com apresentação
na programação paralela do
Festival de teatro de Curitiba, entre os dias 20 e 30
de março. A idéia é realizar a leitura
da obra com o acompanhamento de encenações teatrais.
A encenação ocorrerá no dia 29, às
16 horas, no palco do Memorial de Curitiba.
"Desde que o projeto foi criado, há três
anos, esta é a primeira vez que levaremos ao formato
uma obra originalmente dramática. Antes só havíamos
trabalhado com romances", revela Ivam Cabral, que divide
a direção de Os Satyros com Rodolfo García
Vázquez. Cabral explica que o "Teatro de livro"
foi concebido como um happening, estilo de encenação
em que é praticamente impossível ser repetida.
A apresentação de trechos do Auto da sibila
Cassandra no "Teatro de livro" será
dirigida por Marcos Damasceno, em Curitiba. Rosana Stavis,
Silvanah Santos, Laerte Késsimos e Gisa Gutervil, além
de Ivam Cabral, formam o elenco que dará vida à
Cassandra, às suas tias sibilas, aos profetas do antigo
testamento e a Salomão.
Por duas vezes, o grupo Os Satyros encenou peças de
Gil Vicente. A farsa de Inês Pereira (1999)
e o Pranto de Maria Parda (2002/ 2003), ambas com
adaptação de Ivam Cabral, receberam grande público
e elogios da crítica por, entre outros motivos, empreenderem
montagens de um autor fundamental. "Gil Vicente é
imprescindível não apenas para o teatro, mas
também para a compreensão de uma época
em transição", opina Cabral. "Atualmente
as publicações de obras teatrais são
cada vez mais raras, e conhecer um texto inédito em
português é ainda mais surpreendente".
Festival de Curitiba
De 20 a 30 de março de 2008
Para
conhecer a programação, clique aqui.
Auto da Sibila Cassandra,
de Gil Vicente, no "Teatro de livro",
com o grupo Os Satyros
Programação paralela do Festival de Curitiba
29 de março de 2008 (sábado), às 16h.
Palco do Memorial de Curitiba
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