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NOTÍCIAS
Acervo Alida Cordero de Ribeyro
Julio Ramón Ribeyro, Paris, 1954

ENTRE BAFORADAS E PALAVRAS, SABOROSOS COMENTÁRIOS
SOBRE A PROSA DE JULIO RAMÓN RIBEYRO

Fumar e escrever foram os hábitos que mais cultivou o peruano Julio Ramón Ribeyro (1929-1994), em igual intensidade e de forma indissociável. A devoção que lhes dedicou tomou forma primorosa em "Só para fumantes", conto que dá nome ao livro publicado pela Cosac Naify, com seleção e tradução de Laura Janina Hosiasson – a obra faz parte da coleção Prosa do Observatório, coordenada por Davi Arrigucci Jr..


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O conto descreve a trajetória do escritor-fumante, ou fumante-escritor, e sua busca meticulosa pelo melhor cigarro – que, em muitos momentos de sua vida, era apenas aquele que podia pagar – e seus sabores, atrelados de forma intrínseca ao ato de escrever.

A seguir, o professor de literatura Alcides Villaça, a antropóloga e professora Eunice Durham (ambos da USP) e o artista plástico Paulo Pasta partem de suas experiências para comentar livremente o conto "Só para Fumantes".

 

"Meu caro Julio:
Não sei se foram dois ou três, enquanto lia 'Só para fumantes'. Mas o que acendi para começar esta cartinha é dos mais prazerosos da minha vida. Noto, aliás, que já acabou: demorei muito a procurar um 'tom' para te agradecer por conto tão bonito, em que você conjuga fumovivoescrevo". Por Alcides Villaça
Leia íntegra

" 'Só para fumantes' é a comprovação das virtudes inspiradoras do cigarro. A maior parte da obra de Júlio Ramón Ribeyro, excelente aliás, pende para uma literatura pesada (densa e séria), voltada para situações e personagens para as quais não existem saídas. O conto, ao contrário, tem a leveza de uma baforada de fumaça".
Por Eunice R. Durham

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"Depois de ler o primeiro conto, logo avancei pelos outros. E fui gostando cada vez mais. O que aparece de maneira muito acentuada em 'Só para Fumantes' é uma espécie de atmosfera densa e de certo modo irônica, enfumaçada, mas não claustrofóbica, onde o narrador torna-se um perseguidor de si mesmo".
Por Paulo Pasta

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